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Guimarães em Debate #9 - Autárquicas e Afeganistão

Redação
Multimédia \ domingo, agosto 29, 2021
© Direitos reservados
Foram os temas trazidos por Mariana Silva e Francisco Teixeira, respetivamente, na 9.ª edição do Guimarães em Debate. Programa pode ser visto no canal do youtube ou ouvido no Spotify, Apple e Google.

Depois de uma breve pausa para férias, “Guimarães em debate” regressou às reflexões quinzenais. Nesta edição, Carlos Caneja de Amorim defendeu que era importante avaliar as propostas estruturais apresentadas pelas diferentes forças políticas candidatas às eleições de 26 de setembro. Já Francisco Teixeira, reconhecendo a natureza do âmbito local do “Guimarães em debate”, entendeu ser importante reservar algum tempo para um comentário à situação que se verifica no Afeganistão.

Relativamente às propostas eleitorais, Carlos Caneja de Amorim salientou que o “Partido Socialista tem surpreendido por estar ausente em parte incerta, sem qualquer sinal de capacidade propositiva”. Avançando na sua explicação, referiu-se a algumas movimentações internas do PS no que classificou como sendo os “meritocídios [sic] que têm sido praticados pelo Partido Socialista em termos de afastar os melhores quadros da vereação”. Segundo Carlos Caneja Amorim, o PS está convencido que tem a vitória garantida, pelo que não veria necessidade de apresentar o que considera “os seus melhores”.

Quanto a Mariana Silva, defendeu que as propostas já apresentadas pela CDU mantêm toda a atualidade, lembrando que Guimarães continua a evidenciar as mesmas debilidades na mobilidade, na habitação e nas respostas sociais. Referindo que do lado do Partido Socialista ainda não eram conhecidas propostas concretas para os problemas que avançou, salientou que se revelava fundamental adotar políticas diferentes relativamente aos caminhos que vem sendo seguidas pelo executivo municipal. A este propósito destacou que as políticas de mobilidade, como por exemplo nos transportes públicos “precisam de uma política séria de investimento”.

Respondendo a algumas observações feitas pelos colegas de debate, designadamente a ausência de propostas eleitorais, Francisco Teixeira salientou que seriam apresentadas aquando do arranque formal da campanha eleitoral justificando que “uma parte significativa dos projetos do Partido Socialista e da Câmara de Guimarães, para o futuro, já se conhecem”. A este propósito, e referindo-se a alguns aspetos concretos, salientou ser “incrível que o PSD venha pedir mais autocarros elétricos quando já há uma nova concessão que foi atribuída e que diz que a partir de 2002 existirão em Guimarães mais 22 autocarros elétricos”. Relativamente à crítica de Mariana Silva sobre as propostas de mobilidade do PS, referiu que elas se destinavam a todo o concelho.

Na última parte do programa, Francisco Teixeira defendeu que no Afeganistão poderá estar a assistir-se a um novo fenómeno de “apartheid”, o “apartheid genético e de género”, um modelo de exclusão ainda mais violento, mais inumano, que considera todas as mulheres seres humanos de segunda categoria.

Sobre este assunto Carlos Caneja Amorim, corroborando a análise desenvolvida por Francisco Teixeira, salientou igualmente o que considerou ser o falhanço da Nato e dos EUA, alertando igualmente para a rápida aceitação dos “talibans” pelos governos da China e da Rússia.

Já Mariana Silva destacou que se estava a assistir ao que classificou como sendo o regresso a um tempo anterior a 1978 “quando se deu a revolução popular no Afeganistão e se devolveram direitos e liberdades”. Nesse sentido, defendeu que “levar a democracia nas pontas de um míssil, dá nisto”. 

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