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“Alegria e alívio” no andebol do Vitória, após “época muito dura”

Tiago Mendes Dias
Desporto \ segunda-feira, maio 27, 2024
© Direitos reservados
Capitão e diretor de secção vincam que a equipa cumpriu o principal objetivo, a manutenção, depois de exceder expetativas em algumas fases de uma temporada que foi montanha-russa.

Ainda a ofegar de um jogo alucinante e de todas as emoções que se libertaram assim que terminou o jogo com o FC Gaia, o capitão do Vitória SC, Mário Pereira, resumiu em duas palavras uma inédita temporada no Campeonato Nacional Andebol 1, em que a manutenção esteve várias vezes ao alcance e quase se esfumava nos segundos finais.

“Sentimos principalmente alegria e alívio. Foi uma época muito dura, muito desgastante para nós. Foi a primeira época na 1.ª Divisão. Foi uma época muito longa. O sentimento neste momento é de uma alegria imensa”, realçou o central de 31 anos, após o sexto e último jogo do Grupo de Despromoção. O diretor da secção de andebol, José Diogo Silva, expressou os mesmos sentimentos: “No meio da alegria e da felicidade, é um alívio enorme. Foi uma época muito dura, muito exigente, com muitos percalços, com uma estreia difícil a todos os níveis. Demonstrámos ao longo do ano que fomos Vitória”.

Uma vitória ou um empate no derradeiro jogo, disputado num ruidoso Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, assegurava ao Vitória SC o primeiro lugar nesse grupo. Uma derrota atirava os comandados de José Sampaio para a terceira posição e para a Divisão de Honra, face ao triunfo da Artística de Avanca sobre o já despromovido Vitória de Setúbal, a catapultar a equipa do distrito de Aveiro para a segunda posição.

A aflição instalou-se nas hostes vitorianas a partir da expulsão do guarda-redes Emanuel Ribeiro, a oito minutos do fim. Depois de um embate a perder quase sempre por cinco a seis golos de diferença, o FC Gaia teve um ataque para a reviravolta e para a manutenção, mas desperdiçaram-no e caíram para o segundo escalão. O jogo ficaria 27-27.

Mário Pereira considera que o Vitória foi capaz de manter o querer, a “vontade de defender e de atacar, de permanecer unido”, numa fase em que as emoções toldam o discernimento. “Nestes jogos, joga se mais com o coração do que com o cérebro, com o discernimento. Conseguimos uma vantagem de seis golos, mas, infelizmente, não conseguimos manter essa vantagem até ao fim”, reconheceu.

 

Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense bem composto no Vitória SC - FC Gaia ©Vitória SC

Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense bem composto no Vitória SC - FC Gaia ©Vitória SC

 

“O que fizemos na Primeira Fase foi exceder as expetativas”

Para Mário Pereira, o Vitória SC concluiu a temporada com o principal objetivo atingido, apesar de “uma ou outra surpresa com o desenrolar do campeonato”, algo que o “fez sonhar com algo mais”. Aquando da paragem para se disputar o Europeu de andebol, em janeiro de 2024, a equipa de Guimarães ocupava o sétimo lugar, após vitórias surpreendentes perante Belenenses e Águas Santas.

Depois de vencer o homónimo de Setúbal por 33-32, na 18.ª jornada, a formação então treinada por Eduardo Fernandes ficou a um triunfo de garantir um dos oito primeiros lugares e a consequente permanência no escalão maior. Perdeu os últimos quatro jogos, caiu para a nona posição, e o rosto no banco de suplentes mudou: José Sampaio assumiu interinamente o comando técnico de uma equipa que entrou no Grupo de Despromoção com dois triunfos, mas teve de sofrer até ao último jogo… e ao último segundo. Pelo meio, a equipa atravessou uma eliminação inglória da Taça de Portugal perante o AC Póvoa.

O diretor da secção reconhece que as expetativas superadas na primeira metade da época podem ter afetado o plantel. “O que fizemos na Primeira Fase foi exceder as expetativas. É normal que aqui no Vitória se queira a equipa sempre lá em cima. O que os jogadores fizeram na primeira metade da época colocou-nos a sonhar. Essas expetativas não nos favoreceram”, considerou José Diogo Silva.

Grato à estrutura do Vitória por ter sempre acreditado no andebol e ao “apoio fantástico das bancadas”, no “culminar de uma época com pavilhão sempre muito bem composto”, o dirigente reconheceu que o jogo decisivo com o FC Gaia foi um pouco o espelho de uma temporada com final feliz.

“Estávamos bem no jogo, mas, na última parte, claudicámos, fruto de todos os fantasmas por detrás. Soubemos ser Vitória e acreditar até ao fim, e nunca baixar os braços. Fomos 16 jogadores, não fomos sete. Esse foi o segredo para chegarmos aqui hoje: o de termos sido 16 jogadores a remar para o mesmo lado, com muito trabalho, dedicação e sacrifício”, frisou.

 

Xico Andebol felicita Vitória

O CD Xico Andebol felicitou o Vitória SC pela manutenção. Através de comunicado, o emblema escolar lembrou que Guimarães continua representado nos dois campeonatos nacionais mais relevantes e expressou o desejo de ver as equipas juntas na elite da modalidade, num momento da época em que disputa a fase de subida da Divisão de Honra, de acesso, precisamente, ao Campeonato Nacional Andebol 1.

“O andebol em Guimarães sai mais forte, estando mais uma vez representado nas duas ligas mais importantes da modalidade. Acreditamos que, num futuro próximo, possamos disputar juntos este campeonato, demonstrando uma vez mais a força do andebol na nossa cidade. Parabéns, Vitória Sport Clube, pela dedicação e esforço. Acreditar até ao fim é o que nos une e fortalece”, refere a nota publicada nas redes sociais.

 

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