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Após 10 anos a crescer, UNU‐EGov vai ter comité consultivo

Tiago Mendes Dias
Ciência & Tecnologia \ quinta-feira, maio 23, 2024
© Direitos reservados
A diretora Delfina Soares reafirmou a vontade de elevar a unidade operacional a instituto. Ministro Paulo Rangel vinca papel “legal e moral” da instituição, além de científico e tecnológico.

A unidade operacional para a governação eletrónica da Universidade das Nações Unidas (UNU‐EGov) vai ter um comité consultivo, anunciou nesta quinta‐feira a diretora, Delfina Soares. Durante a cerimónia do 10.º aniversário, decorrida no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), a responsável adiantou que a até agora eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques, do PS, vai integrar esse órgão e voltou a defender a elevação a instituto daquela unidade operacional sediada em Couros.

“Estamos a estabelecer o comité consultivo da UNU‐EGov, é mais um passo para a excelência que queremos atingir. Estamos preparados para uma nova etapa de crescimento. Queremos continuar relevantes. Queremos ser um instituto na plenitude, com todos os desafios e oportunidades que isso acarreta”, referiu no seu discurso.

Associada à UNU‐EGov desde 2015 e responsável máxima desde 2017, a especialista em tecnologias e sistemas de informação vincou a necessidade de celebrar uma década com “muitos desafios e dificuldades”, materializada em mais de 60 projetos com mais de 20 países de várias geografias, na colaboração com mais de 20 organizações internacionais, com a produção de mais de 200 documentos e de mais de 60 evento, com milhares de investigadores e decisores a rumarem a Guimarães.

A seu ver, esses números mostram que a UNU‐EGov tem contribuído para o processo de transformação da administração pública dos estados membros da ONU, através dos meios digitais. “Tem sido muito exigente, mas também recompensador. É por isso que temos de celebrar. É importante celebrar isto, para perceber o quão longe chegamos. Não temos tempo para parar. Este momento de celebração permite recuperar a nossas memorias sobre o que fizemos”, frisou.

Grata pela amabilidade com que a Câmara Municipal de Guimarães tem acolhido aquele organismo, envolvendo‐o no tecido da cidade e das suas atividades, e à Universidade do Minho, por ser uma instituição verdadeiramente amiga, Delfina Soares prometeu que a UNU‐EGov vai continuar a contribuir para a “eficiência das instituições políticas”, para “processos de decisão mais informados”, para “envolver mais os cidadãos na discussão pública e exigir instituições mais transparentes, responsáveis e inclusivas”.

 

UNU‐EGov tem papel “moral e legal”, diz ministro

Na hora de discursar, o ministro dos Negócios Estrangeiros realçou que uma das missões da unidade instalada em Guimarães é a de produzir conhecimento que adira com fidelidade à Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. “O desafio não é só científico e tecnológico. É também moral e legal”, referiu.

Uma das áreas que exige tal enquadramento é a da inteligência artificial, com “novos desafios”, ao mesmo tempo interessantes e desafiantes. Para o governante, o trabalho da UNU‐EGov deve “promover igualdade entre nações e governos a partir da governação eletrónica”, com Portugal a assumir lugar de referência nessa ação, sobretudo junto dos países de língua portuguesa, mas também em algumas das nações do Golfo Pérsico. “Portugal tem este desígnio global, não no sentido de um império, mas da troca de culturas”, vincou.

Uma década depois da instalação daquela unidade em Guimarães, numa decisão para a qual contribuiu o então ministro Miguel Poiares Maduro, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que a UNU‐EGov é um exemplo de como o país não tem de ser centralista. “Damos a todas as nossas universidades a oportunidade de participarem no processo de globalização”, sublinhou.

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