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Araújo admite ser “pouco provável” Pevidém começar 2026/27 na nova escola

Tiago Mendes Dias
Educação \ terça-feira, março 17, 2026
© Direitos reservados
Embora o prazo formalmente definido para a conclusão da obra na EB 2 e 3 seja julho, o presidente da Câmara assumiu que a requalificação vai seguramente terminar “para lá de agosto”.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães assume que é “muito pouco provável” os alunos da Escola EB 2 e 3 de Pevidém iniciarem o ano letivo 2026/27 nas renovadas instalações, alvo, neste momento, de obras de requalificação.

"Tenho de dizer com toda a clareza e sinceridade que é muito pouco provável que consigamos iniciar o novo ano letivo nas novas instalações. Vamos fazer todos os possíveis para que a obra seja concluída com a maior brevidade possível. Não faço de conta que não existem problemas", admitiu Ricardo Araújo, em declarações aos jornalistas, após a visita às instalações provisórias da escola, localizadas no recinto da feira semanal da vila.

Adjudicada em 7 de abril de 2025, por 11,9 milhões de euros, com financiamento integral do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a requalificação da EB 2 e 3 de Pevidém arrancou em 14 de julho, com um prazo de execução de um ano, dentro do limite para a aplicação do PRR – 31 de julho de 2026, com extensão até 31 de agosto para entrega da documentação relativa à obra.

O autarca esclareceu, porém, que a obra só deve estar pronta “para lá de agosto”; pese a empresa responsável pela obra, a Costeira, estar a “fazer o que é possível” para concluir a os trabalhos com “a maior brevidade possível”, o “prazo de término da obra já está formalmente ultrapassado”.

“Os atrasos nas obras do PRR são hoje a minha maior preocupação como presidente de Câmara. (…) Muitas das obras do PRR em Guimarães foram lançadas tardiamente face ao prazo de execução previsto para o término do PRR. É uma realidade que temos de gerir. Guimarães tem uma exposição grande ao risco de incumprimento nas obras do PRR", recordou.

A Câmara, acrescentou Ricardo Araújo, disse estar a trabalhar com o Governo e com “várias instâncias nacionais” para perceber que “soluções podem ser encontradas”, caso a empreitada em curso seja incapaz de cumprir os prazos fixados para o PRR. “Desde o início, sou daqueles que não acreditava muito que os prazos do PRR fossem prorrogados. A informação de que disponho ao dia de hoje não me dá qualquer sinal positivo de prorrogação de prazos do PRR", admitiu.

 

“Vim verificar se o compromisso foi cumprido. A verdade é que foi”

Acompanhado pelos vereadores Alberto Martins e Isabel Ferreira, pelo presidente da Junta de Freguesia de Selho S. Jorge, Francisco Machado, e pelo diretor da EB 2 e 3, João Pedro, Ricardo Araújo inteirou-se das condições das 27 salas de aula improvisadas e do espaço exterior, revestido por uma cobertura transparente, em plástico. Embora não tenha as condições ideias, o espaço tem condições boas, após a Câmara Muncipal ter atendido às reivindicações da escola e da associação de pais quanto à inexistência de cobertura e à deficitária cobertura de Internet, que dificultava as comunicações e o trabalho informático.

"Confirmámos que aquilo com que me comprometi perante a comunidade de Pevidém foi cumprido. Esse cumprimento deve-se ao esforço da comunidade escolar - professores, alunos e pais -, mas também aos nossos técnicos e dirigentes municipais, desde o Departamento de Projetos à Divisão de Obras, à Direção Municipal e ao setor da educação", disse.

Por parte da associação de pais, Catarina Ferreira vincou que os problemas sentidos no espaço que acolhe os estudantes do 5.º ao 9.º ano desde o início de 2025/26 estão resolvidas e que todos estão ansiosos pela mudança para a nova escola.

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