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Aos 20 anos, Associação Cultural e Social de Urgezes quer ter centro de dia

Redação
Sociedade \ segunda-feira, março 27, 2023
© Direitos reservados
Fundada a 26 de março de 2003 para responder à população sénior, associação diz-se preparada para o “envelhecimento” do futuro e quer também adquirir uma carrinha para utentes com mobilidade reduzida.

As respostas sociais aos mais velhos nos próximos 20 anos têm de “ser necessariamente diferentes” das aplicadas a 26 de março de 2003, quando foi criada a Associação Cultural e Social de Urgezes (ASCU), e pelos anos que se seguiram: essa é a convicção de Jorge Santos, presidente da instituição que assinalou duas décadas de existência neste domingo, reunindo mais de 100 pessoas numa celebração marcada pelo convívio, pontuada com a atuação do seu grupo de cantares populares.

O objetivo mais premente é a criação de um centro de dia com duas valências: uma para pessoas com plenas faculdades mentais e outra para utentes com demência. O projeto requer, contudo, a totalidade da antiga escola primária do bairro municipal edificado na freguesia ou um outro espaço que a Câmara Municipal de Guimarães puder arranjar, depois de um terreno doado para o efeito ter sido utilizado para o alargamento do cemitério, indica o dirigente. "A partir do momento em que tivermos essa possibilidade, avançaremos para a construção de um centro de dia”, referiu.

Tal como o idealiza, o projeto requer um contrato de comodato não de ano a ano, mas de 25 anos, para que a ASCU se possa candidatar aos programas de financiamento para a implantação de centros de dia. “Objetivamente vamos ter de depender de muitos apoios, de fazer algumas candidaturas, e estamos a preparar-nos nesse sentido”, acrescenta Jorge Santos. A aquisição de “uma carrinha para transporte de utentes com mobilidade reduzida” é outra das prioridades da ASCU; "a existente não responde às necessidades de toda a população que frequenta o centro de convívio", vinca o responsável. 

Com 25 a 30 utentes, a associação funciona como uma instituição particular de solidariedade social (IPSS), mas ainda não é uma, porque os estatutos “não estavam dentro das exigências da Segurança Social” na primeira formulação, algo que está a ser corrigido. Ainda assim, o dirigente crê que a instituição está a “retirar alguma dificuldade às famílias durante o dia”, para que não fiquem “sobrecarregadas”. “Na prática, retiramos os seniores de casa para virem conviver um bocadinho à instituição, para terem o seu lanchinho, algum conforto e algum carinho, para que, à noite, quando regressem para junto das suas famílias, elas lhes possam dar carinho e algum apoio”, especifica.

Quando a ASCU se projetou há 20 anos, Urgezes tinha algumas pessoas “mais velhas”, mas a maioria da população que se pode classificar de sénior estava ainda a entrar no “plano de reforma”, com uma “situação bastante ativa”. Hoje, a realidade é “completamente diferente”: há por um lado mais gente idosa e perspetiva-se, por outro, um “outro tipo de envelhecimento” para as pessoas agora em idade ativa, constata.

 

Grupo de cantares é ex-libris

Além do atendimento aos utentes, nos quais sobressaem “trabalhos manuais” – sabonetes ou arranjos para a Páscoa, lista Jorge Santos – e aulas de educação física todas as semanas, a ASCU mostra-se para lá dos limites da freguesia, através do seu grupo de cantares populares. “Na semana passada, foram duas ou três instituições do concelho cantar para as pessoas de idade relativamente ao Dia do Pai. Quando estamos na altura dos Reis, em janeiro, praticamente cobrimos todo o concelho em instituições. Agora, no aniversário, eles vão atuar. Isso envolve as pessoas que ali estão no sentido de lhes dê mais vida e outro ânimo”, descreve.

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