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Assembleia Municipal viabiliza estudo prévio para nova indústria em Urgezes

Redação
Política \ sábado, julho 24, 2021
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O órgão deliberativo municipal aprovou o pedido de interesse municipal que altera o estatuto de reserva agrícola de um terreno para viabilizar uma nova unidade industrial do grupo de calçado AMF.

A proposta de reconhecimento de interesse municipal para uma operação urbanística em terreno de Urgezes classificado como Reserva Agrícola Nacional, neste caso para a edificação de uma nova unidade industrial da empresa de calçado de segurança AMF, foi aprovada nesta sexta-feira, em sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM).

Tal como acontecera na reunião de Câmara de 12 de julho, quando o ponto da ordem de trabalhos foi aprovado pelos vereadores do PS, com os votos contra da coligação Juntos por Guimarães (JpG) , também na AM o pedido em questão foi aprovado com os votos favoráveis da bancada socialista, perante a oposição de todas as outras forças políticas representadas (PSD, CDS-PP, CDU e BE).

As críticas à eventual construção de uma unidade industrial numa área envolta pela Escola Básica 1/Jardim de Infância de Urgezes, igreja paroquial e igreja matriz, sede da Junta de Freguesia, centro de saúde e instalações do Amigos de Urgeses tiveram o mesmo sentido das proferidas na reunião de Câmara.

Em 12 de julho, o vereador social-democrata Bruno Fernandes, também candidato à Câmara Municipal nas Autarquias de 2021, criticou a inexistência de “espaços de acolhimento empresarial” devidamente planeados, facto que, a seu ver, leva os empresários a tentarem contornar o Plano Diretor Municipal para expandirem a sua atividade.

Já André Coelho Lima, candidato da coligação JpG às Autárquicas em 2013 e 2017, apelidou a iniciativa de “lesa-cidade”, pelo facto de se encontrar num eixo de desenvolvimento da cidade, entre a avenida D. João IV e a rotunda do acesso à autoestrada.

O presidente da Câmara justificou então que o empreendimento “não tem nada a ver com indústria pesada”, nem com “tecnologia associada ao ruído”, vincando que o pedido abre somente as portas a um estudo prévio e que há outras opções em aberto para aquele espaço. “Se esta solução não corresponder a uma boa solução urbanística para a centralidade de Urgezes, estamos sempre a tempo de não fazer seguir este processo que será longo", disse.

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