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Bordado de Guimarães: 200 páginas de “experiência e o conhecimento”

Redação
Cultura \ sábado, dezembro 30, 2023
© Direitos reservados
Obra de Maria do Céu Guimarães retrata uma tradição que emergiu no século XIX, mantendo-se viva, tem como missão revelar a importância do desenho no Bordado de Freitas.

Foi apresentado esta sexta-feira, na Casa da Memória, o livro “O Desenho no Bordado de Guimarães”, uma coedição da Câmara Municipal de Guimarães e da cooperativa A Oficina que “traz a público a experiência e o conhecimento acumulados durante décadas pela sua autora”, segundo Paulo Freitas, coordenador da edição.  

Da autoria de Maria do Céu Freitas, trata-se de um estudo e da investigação para a produção de conhecimento, e, a partir deste, para a preservação do património de Guimarães, material e imaterial.  

Um trabalho iniciado há alguns anos que vem acrescentar novas leituras ao Bordado de Guimarães, sobretudo no que diz respeito à importância, muitas vezes esquecida, do desenho. Paulo Freitas diz ser esta obra o resultado de “um estudo sistematizado”, que defende a tradição, e que mostra a importância do ensino do desenho ministrado na Sociedade Martins Sarmento e na Escola Comercial e Industrial de Guimarães, no Estado Novo. Com uma forte componente autobiográfica, a obra, com cerca de 200 páginas e várias dezenas de desenhos, distingue-se pela “diferença, elegância e sobriedade”. 

Domingos Bragança, presidente da Câmara, destacou o papel relevante de Maria do Céu Freitas na formação e na dignificação do desenho como componente inseparável no Bordado de Guimarães, considerando a obra como um documento para memória futura. “É importante que a coordenação desta obra tenha sido feita por alguém com formação histórica, como o Paulo Freitas, uma vez que se trata de documentar a evolução do desenho no tempo”, disse. Para o edil, o livro agora publicado permite proteger a autenticidade do Bordado de Guimarães, e mostrar a riqueza cultural da cidade. Referindo-se à autora, Domingos Bragança disse que foi o seu trabalho, aliado ao seu talento, que permitiu uma recolha documental inestimável para aumentar a dimensão patrimonial de Guimarães. 

Maria do Céu Freitas agradeceu à família, alunas e formandas, e às instituições que disponibilizaram material, bem como ao Município de Guimarães e à A Oficina pelo papel decisivo na publicação da obra. 

A apresentação de “O Desenho no Bordado de Guimarães” foi abrilhantada por dois momentos artísticos, protagonizados por José Miguel Freitas e Mariana Vero, nas cordas, e Paulo Freitas e Anita Oliveira, no saxofone.

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