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Botelho da Costa: “A nossa equipa ainda está atrás do que queremos”

Redação
Desporto \ quinta-feira, setembro 03, 2026
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Ciente do que o Moreirense FC vai “passar muito tempo a defender” na visita ao FC Porto, treinador espera que os seus jogadores sejam cirúrgicos quando chegarem à baliza adversária.

O Moreirense visita o Estádio do Dragão na abertura da quinta jornada da Liga Portugal Betclic, com o intuito de “dar seguimento” ao triunfo alcançado em Rio Maior, perante o Casa Pia, embora tenha a noção de que ainda há muitas rotinas a aprimorar, sobretudo ofensivas, perante um FC Porto reconhecido pela sua robustez defensiva, que lidera o campeonato após quatro vitórias em quatro jogos, sem qualquer golo sofrido.

“Vamos estar muito tempo a defender. Não é aquilo que mais gostamos, mas é o que tem acontecido nesta época. O mais difícil de trabalhar é a parte ofensiva. Sinto que a nossa equipa ainda está atrás do que queremos. No jogo com o Casa Pia, estivemos muito tempo a defender e saímo-nos bem”, admitiu o técnico, na antevisão à partida de sexta-feira, marcada para as 20h15.

À frente de um grupo de jogadores motivados entrarem em campo, o técnico realçou que os dragões mantiveram “muita da identidade” exibida na temporada anterior, sob o comando de Francesco Farioli, fácil de identificar, mas difícil de travar, face à elevada qualidade individual dos jogadores adversários. Cabe ao Moreirense saber aproveitar os espaços concedidos pela alta pressão adversária, detalha.

“O FC Porto pressiona de forma muito agressiva. Essa pressão gera espaços. Temos de estar preparados para aproveitar esses espaços. A grande diferença nestes jogos é que chegamos menos vezes à baliza do adversário. Temos de fazer golos nas vezes em que chegamos lá. Atrás, queremos dar sequência ao crescimento defensivo”, salienta.

Ainda ao leme de “uma versão claramente inacabada” do que espera do Moreirense para 2026/27, Vasco Botelho da Costa realça que o fecho do mercado de transferências com o campeonato em andamento deveria ser repensado, embora não seja uma questão exclusivamente portuguesa, e diz não ter a certeza se vai haver mais entradas, inclusive a do extremo Chipyoka Songa, de 21 anos, e saídas até sexta-feira, às 23h59, hora a que irá encerrar o mercado.

“Sei que há a possibilidade de chegar [o Songa], mas não estou por dentro o suficiente para saber se vai acontecer hoje ou amanhã. Em relação a saídas, não sei. Não somos multimilionários para ir buscar quem queremos”, assume.

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