Botelho da Costa: “É um jogo que vai depender muito do lado físico”
A classificação que Vitória e Moreirense ocupam vai ser irrelevante para o desfecho do dérbi que se realiza no domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, considera o treinador da formação de Moreira de Cónegos, numa fase em que os verde e brancos ocupam o 11.º posto, com sete pontos, e os pretos e brancos o 14.º, com quatro.
O mais importante, do ponto de vista do Moreirense, é “estabilizar o jogo com bola” e “perceber as características” de um jogo que vai exigir aos seus pupilos muita ligação entre eles. “É um jogo onde temos de estar muito ligados, claramente de homens, onde muitas vezes o jogo está partido. O jogo vai depender muito do lado físico e da segunda bola. Só estando ao nosso melhor nível, muito ligados à corrente, desde o primeiro até o último apito do árbitro, é que vamos conseguir ter sucesso”, assumiu.
Após os “passos em frente” dados na receção ao Marítimo, que valeu um triunfo por 3-1, esse “sucesso” passa pela conquista dos três pontos em Guimarães, algo que o Moreirense nunca conseguiu para a Liga Portugal Betclic; os dois triunfos dos cónegos no reduto vitoriano são referentes às edições 1998/99 e 1999/00 da Taça de Portugal.
À espera que os últimos jogadores contratados no mercado de transferências de verão apanhem “o comboio em andamento”, Vasco Botelho da Costa confirmou o regresso do médio Guilherme Liberato às opções, após dois jogos de suspensão, mas não o de João Veloso, que cumpre “a última fase de recuperação” de uma lesão.
Agradado com o “plantel homogéneo” à disposição, repleto de qualidade, Vasco Botelho Da Costa espera também que os seus pupilos mostrem capacidade para “jogar no desconforto”, algo a que os cónegos foram obrigados nas derrotas perante FC Porto e Benfica.
“O jogo é sempre o gato e o rato. Temos princípios semelhantes. Somos uma equipa que gosta de ter bola. O Vitória também. Portanto, temos de lutar por ela e de ter capacidade para roubar quando o Vitória tiver. Também temos de ter capacidade para a manter quando o Vitória a quiser tirar de nós”, descreveu.
O treinador, de 37 anos, reconheceu ainda que é especial reencontrar Alanzinho, médio brasileiro que orientou na época transata e que representa agora o Vitória, após ter somado 25 golos e 25 assistências em quatro épocas pelo Moreirense, nas quais realizou 140 jogos.
"Acredito que seja também muito especial para ele. É um jogador querido por todos nós e por toda a família do Moreirense. Agora, tomou uma decisão e a vida dele segue. Ele vai querer defender as cores dele, como nós vamos querer defender as nossas. A partir do momento em que o jogo começar, somos adversários. Quando o jogo terminar, abraço e festa, porque o carinho é muito grande”, disse.