Botelho da Costa: “Precisamos de pôr a bola a andar depressa”
Agradado com o regresso ao Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, apesar das previsões de mau tempo para a tarde de sábado, Vasco Botelho da Costa avisa que o Santa Clara é “um adversário muito difícil”, cuja 14.º lugar da Liga Portugal Betclic, “não traduz o valor quer das individualidades, quer da equipa” e realça que o Moreirense tem de querer roubar a bola ao adversário e mandar no jogo para poder vencer um encontro que espera competitivo.
“Temos de ser muito conscientes daquilo que temos que fazer, de perceber os pontos fortes do Santa Clara, como é que os podemos anular, a forma como podemos controlar o jogo de profundidade do Santa Clara, o jogo de corredores também é um jogo muito forte. E depois olhar também para o inverso, para o momento em que temos bola: perceber que eles são uma equipa compacta, uma equipa que quando ativa a pressão é bastante agressiva, muito forte nos duelos. Precisamos de pôr a bola a andar depressa, exatamente para evitar esse tipo de situações”, frisou, na antevisão ao desafio da 19.ª jornada, marcado para as 15h30.
Os detalhes podem, a seu ver, fazer a diferença, até porque o nível das equipas da Liga é “muito idêntico”, à exceção de cinco equipas – FC Porto, Sporting, Benfica, Sporting de Braga e Vitória. “Quando falamos dessa competitividade extrema, aquilo que faz a diferença é o detalhe. É uma bola que nós chegamos mais tarde para cortar, é uma bola que nós rematamos à baliza, como aconteceu a semana passada, e quase por instinto a bola não entra”, ressalva.
À espera de um jogo em que vai ser difícil “fazer golos”, perante uma equipa “muito organizada”, Vasco Botelho da Costa lembrou que a derrota da jornada anterior, perante o Alverca (2-1), se deveu à perda de gás da equipa à medida que o cronómetro avançava, com alguns jogadores numa fase de evolução, que não tinham tido “tantos minutos” até agora.
Dois desses casos são os de Luís Hemir e Yan Lincon, dois pontas de lança em que o treinador confia para suprir o vazio deixado pela saída de Schettine, melhor marcador cónego, com nove golos, para o Tianjin Jinmen Tiger, da China. “Estamos muito satisfeitos, quer com o Luís, quer com o Yan. O Luís fez um trabalho fantástico naquilo que foi a sua evolução, chegou tarde, não chegou muito bem, tem trabalhado muito. O Yan teve um infortúnio de ter tido uma lesão prolongada, também já está a 100%. Aquilo que eles têm que olhar é muito um para o outro, porque estão sempre ali a morder calcanhares um ao outro para conseguir jogar na nossa equipa, como tem acontecido em muitas outras posições”, assinalou.
Embora reconheça que seria mais fácil para si o mercado fechar “antes da primeira jornada e não abrir até ao final da época”, Vasco Botelho da Costa descreveu o Moreirense como exemplo de forma de estar nas janelas de transferências. “O Moreirense tem dado provas incríveis de conseguir contratar jogadores muito baratos e depois vendê-los mais caros, conseguir melhorar a vida desses jogadores, ao mesmo tempo substituir jogadores que saem com jogadores de muita qualidade, conseguir fazer classificações e campeonatos consistentes. Portanto eu acho que o Moreirense tem sido um exemplo na abordagem aos mercados, na forma como elabora os seus plantéis. Apenas me resta trabalhar com quem está à disposição até à data”, salientou.