Câmara agrega 35 atividades num mês para “potenciar associativismo juvenil”
As seis semanas que vão decorrer entre 20 de abril e 31 de maio serão palco privilegiado para os jovens de Guimarães e as respetivas associações que integram concretizarem projetos, fazerem-se ouvir perante quem tem o poder de decisão, viverem momentos formativos e avaliarem oportunidades para o futuro.
Apresentado nesta segunda-feira, no antigo edifício dos Paços do Concelho, entre Oliveira e Santiago, o programa do designado Mês J – Concelho com Futuro inclui 35 atividades, que se vão desenrolar ao longo de 160 horas. Coordenado pela Câmara Municipal de Guimarães, o Mês J reúne propostas elaboradas diretamente pela autarquia e propostas de várias associações concelhias, iniciativas que já existiam e outras que se afiguram como novas.
“O objetivo é potenciar a dinâmica associativa local. A melhor forma de apostar no associativismo juvenil e local é dar voz e pedir a colaboração. Só foi possível um programa tão extenso devido ao envolvimento de todos e ouvindo”, disse Isabel Ferreira, vereadora responsável pelo pelouro da Juventude, durante a apresentação.
O programa arranca a 20 de abril, com a “Carta aos Líderes de Guimarães”, apresentada na Biblioteca Municipal Raul Brandão, às 14h30, e prossegue com a feira de oportunidades de emprego do Município de Guimarães. Intitulada “Orienta-te” nos dois anos anteriores, a feira organizada no Multiusos de Guimarães passa a designar-se, neste ano, “Futuro@Guimarães - Formar, Inspirar e Empregar”, desenrolando-se entre 22 e 23 de abril.
Além da dimensão do empreendedorismo, também a dimensão social merece realce no programa, com o advento do Roteiro Social Jovem, que começa a 24 de abril, na CERCIGUI. Já a dimensão da formação é aquela que ocupa mais horas no Mês J – 59 horas -, com a iniciativa “Pensar Guimarães” a percorrer as escolas secundárias do concelho para se discutir “temas importantes do quotidiano” vimaranense e se chegar “a conclusões importantes que serão retiradas dessas palestras”, vincou Amadeu Júnio, adjunto de Isabel Ferreira para a área da juventude.
Entre as restantes iniciativas que se destacam no Mês J, sobressaem os “Riscos no Município de Guimarães e o Papel da Comunidade”, ligada à proteção civil, a 29 de abril, a celebração do Dia da Europa, em 9 de maio, o Open Day em empresas, coordenado pela Divisão de Desenvolvimento Económico da autarquia, em 13 de maio, a segunda edição do Encontro da Rede de Associações de Estudantes, no dia 15 de maio, o “Odisseias no Museu”, no Museu Alberto Sampaio, em 16 de maio, a realização de mais um Conselho Municipal da Juventude, em 23 de maio, o Programa de Voluntariado Juvenil, em 25 de maio, e o concurso de ideias “Hack the future”, em 29 de maio.
O D’Escolar, iniciativa organizada pela Tempo Livre para promoção da literacia motora e do desporto junto da população do 1.º Ciclo do ensino básico, encerra o Mês J, em 31 de maio.
Amadeu Júnio defendeu que o Mês J, com um orçamento entre 80 mil a 90 mil euros, é um “sinal da importância” que o executivo municipal dá aos jovens. “Em cinco meses, conseguimos apresentar um programa de um mês para a juventude. (…) O orçamento global para a juventude subiu para quase 200 mil euros em 2026. Houve um salto qualitativo em termos financeiros, que deu autonomia à juventude para fazer atividades próprias”, vincou.
“Queremos pôr toda a gente a trabalhar em rede”
Agradada com o aumento do número de associações inscritas no Conselho Municipal da Juventude (CMJ) entre o final de 2025 – 66 associações – e a primeira reunião do órgão em 2026, no mês de fevereiro – 74 -, Isabel Ferreira enalteceu a relevância da educação não formal e das associações juvenis para o desenvolvimento das competências sociais. A seu ver, o principal benefício do Mês J é ampliar a escola e o impacto de atividades dirigidas aos jovens, muitas delas realizadas em anos anteriores.
“Há atividades que já aconteciam, mas em termos de agregação e de impacto que queremos que tenha na população juvenil acreditamos que vai ser diferente. Não é igual trabalhar sozinho, sem o devido acompanhamento de comunicação do município. O que nos compete é o esforço de coordenação para colocar a rede a trabalhar. As associações já trabalhavam, por vezes sem conhecerem o que as outras faziam”, disse.
Esse acompanhamento da Câmara, salientou, garante um canal de proximidade entre as associações que permite a criação de “laços fundamentais para que projetos desenvolvidos em conjunto atinjam os jovens”.
“Queremos pôr toda a gente a trabalhar em rede. Quando trabalhamos em conjunto, o impacto é muito maior. Queremos afirmar novamente Guimarães como um município forte no associativismo juvenil. Já fomos o município com mais associações juvenis no distrito e queremos reforçar isso, não necessariamente em número, mas em dinâmica”, reiterou.