Câmara aprova redução de taxas para licenciar projeto do Hotel da Penha
A reunião quinzenal da Câmara Municipal de Guimarães desta segunda-feira constituiu mais um passo para a execução do projeto de transformação do Hotel da Penha num espaço vocacionado para spa e segmento wellness, de 4 Estrelas, com a chancela da Irmandade da Nossa Senhora do Carmo da Penha.
O executivo municipal aprovou, por unanimidade, a redução de 50 % das taxas municipais devidas pelo licenciamento das operações urbanísticas integradas no projeto, alvo de um investimento de três milhões de euros, após a candidatura da Irmandade no âmbito do Regulamento dos Projetos Económicos de Interesse Municipal (RPEIM).
O presidente da Câmara Municipal congratulou-se com o facto de “as coisas começarem a acelerar” no sentido de cumprir um desejo que a Irmandade assume há vários anos. “Considero que é uma requalificação muito importante e necessária para o desenvolvimento de Guimarães e, particularmente, da Penha. É importante termos um serviço hoteleiro condizente com a qualidade da nossa montanha da Penha", disse Ricardo Araújo, a propósito de um projeto cuja obra tem a duração prevista de dois anos e que contempla a criação de 13 postos de trabalho.
Para o autarca, a aprovação desta segunda-feira deve ser um exemplo de como a Câmara Municipal agir no futuro, perante os vários munícipes e instituições. “O tempo da vida das pessoas e da economia não é compatível com um tempo demasiado lento. Não é compatível. As pessoas querem respostas rápidas, favoráveis ou desfavoráveis. Se forem desfavoráveis, temos de explicar porque é que é desfavorável. Temos de ajudar as pessoas a viabilizarem os seus projetos e sonhos", acrescentou.
Araújo vincou ainda que está em marcha um “novo estilo” na relação com quem recorre à Câmara Municipal para executar os seus projetos ou expor os seus problemas, lembrando que “o tempo da vida das pessoas e da economia não é compatível com um tempo demasiado lento”. “Não é compatível. As pessoas querem respostas rápidas, favoráveis ou desfavoráveis. Se forem desfavoráveis, temos de explicar porque é que é desfavorável. Temos de ajudar as pessoas a viabilizarem os seus projetos e sonhos", salientou.
Projeto para o Hotel da Penha do arquiteto Noé Diniz © Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha
Do imóvel projetado por Raul Lino, só permanece a fachada
O projeto de requalificação, com assinatura do arquiteto Noé Diniz, prevê “a reabilitação integral do Hotel da Penha”, imóvel que data da primeira metade do século XX, com o cunho do arquiteto Raul Lino, após a Penha ter sido elevada a Estância Turística, em 1923.
Do edifício que hoje continua a funcionar como restaurante, após o hotel ter encerrado em 2019, face “à progressiva degradação física e funcional do edifício e à impossibilidade de renovação da licença de exploração”, apenas vai sobreviver a fachada. Todo o interior será demolido para a edificação de um novo volume que irá acolher um hotel de 4 estrelas com segmentos de bem-estar, saúde, natureza e eventos.
“A fachada será mantida, mas todo o interior será transformado. Irá dispor de fruição panorâmica, espaços de restauração e convívio, sala polivalente para eventos sociais e corporativos, sala de conferências e valências complementares de apoio ao alojamento. A proposta visa compatibilizar a salvaguarda patrimonial do imóvel com a sua adaptação aos padrões contemporâneos exigidos à atividade hoteleira”, lê-se na proposta aprovada em reunião de Câmara.