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Câmara candidata-se ao PRR para construir edifício para pessoas sem abrigo

Bruno José Ferreira
Sociedade \ quarta-feira, março 20, 2024
© Direitos reservados
Fundos comunitários complementam o NPISA, Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo de Guimarães, cujo protocolo foi hoje assinado com mais de duas dezenas de entidades.

Guimarães vai ter uma nova estrutura, “um edifício de raiz”, para dar resposta aos cidadãos em situação de sem abrigo. O anúncio foi feito no âmbito da assinatura do protocolo do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo (NPISA) de Guimarães, esta quarta-feira.

Este projeto, o NPISA, já está em funcionamento, num trabalho em rede, de acordo com o coordenador da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem Abrigo (ENIPSSA), Henrique Joaquim, sendo formalizado com a assinatura dos protocolos entre o município, a ENIPSSA e as várias entidades envolvidas.

Na cerimónia, que decorreu no salão nobre do município, Domingos Bragança referiu que “a Câmara Municipal de Guimarães assume a candidatura ao PRR para construir no seu território, em terrenos do município, um edifício de raiz, financiado a 100 por cento, para dar resposta temporária de emergência aos cidadãos sem abrigo”.

Neste que foi um “dia feliz” para Paula Oliveira, a vereadora com o pelouro da ação social demonstrou a intenção de “continuar a fazer mais e melhor”, num processo coletivo de mais de duas dezenas de entidades a “desenvolver a sua atividade de forma holística de integrar as pessoas na sociedade”.

A vereadora defendeu que “não podemos falar desenvolvimento sustentado se deixarmos alguma franja da população para trás – neste caso sem abrigo”, sendo nesse sentido que Guimarães está a trabalhar.

Henrique Joaquim destacou a prevenção como um fator determinante em todo este processo. “O trabalho está a acontecer, há pessoas a sair da rua. A habitação é importante, já percebemos que há um rumo e que tem sucesso, é importante prevenir para que não cheguem pessoas novas às ruas”, disse.

A finalizar, depois de assumir a candidatura a fundos comunitários para construir um novo edifício de resposta, Domingos Bragança sustentou que a resposta a esta problemática é uma resposta “da comunidade em que as entidades têm responsabilidade”.

Quando alguém cai numa situação de em abrigo, e pode ser alguém próximo, ou até nós, trata-se de uma situação muito complexa. Por isso, há repostas complexas a dar, pessoas que não aceitam ajuda”, complementou, terminando por dizer que “há muito caminho a fazer”.  

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