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Câmara desconta despesa do Mimo com apoio privado e do Turismo de Portugal

Tiago Mendes Dias
Política \ segunda-feira, julho 06, 2026
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Autarquia garantiu apoio de 150 mil euros de privado, que se reflete na diminuição de 122 mil euros no preço, e apoio de 170 mil euros do Turismo de Portugal. Ricardo Araújo fala em “aposta ganha”.

Guimarães acolheu pela primeira vez o Mimo de sexta-feira a domingo, em três dias repletos de público no Campo de São Mamede, palco principal do festival de música, mas também noutros pontos da cidade onde decorreram atividades paralelas.

O investimento da Câmara Municipal de Guimarães no evento foi de 600 mil euros, fruto do contrato de aquisição de serviços de conceção, direção artística e curatorial, direção geral e de produção assinado com a empresa Memories and Heritage Artes, publicado no portal Base.gov a 23 de abril, mas o preço final é menor, fruto dos apoios garantidos pela autarquia.

O executivo municipal aprovou esta segunda-feira, por unanimidade, a celebração de um patrocínio de um privado no valor de 150 mil euros, que permite a redução do preço contratual com a Memories and Heritage Artes em cerca de 122 mil euros. No final da reunião, Ricardo Araújo vincou que a angariação de patrocínios estava prevista desde a assinatura do contrato e criticou o PS pelo facto de ter criticado a aposta no Mimo e por, hoje, nada ter dito acerca da redução do preço, que votou favoravelmente.

“É pena que a oposição, tão preocupada no início a desvalorizar este festival Mimo e muito preocupada com o que estávamos a gastar, hoje, na reunião de Câmara em que foi aprovado um patrocínio privado de 150 mil euros para o festival Mimo, nada tenha dito. Há aqui hipocrisia e incoerência política”, considerou.

O autarca confirmou também que a candidatura ao Turismo de Portugal, entidade que aceita pedidos de financiamento para projetos acima do meio milhão de euros, aprovou um apoio na ordem dos 170 mil euros. "Foi capaz de angariar financiamento nacional, porque se entendeu que tinha interesse Além do sucesso da programação, do número de pessoas que trouxe a Guimarães, da dinâmica que trouxe a Guimarães, o Mimo foi, ainda por cima, uma iniciativa cultural capaz de angariar apoio público nacional e apoio privado", completou.

Ainda à espera de um relatório detalhado sobre o evento, com números de participantes, taxas de ocupação hoteleira, retorno para a economia local e informação sobre projeção e visibilidade de Guimarães à escala nacional e internacional, o presidente da Câmara realçou que o Mimo foi “uma aposta ganha”, tendo em conta a informação de que dispõe aquilo que viu e viveu no festival que contou, por exemplo, com Fernanda Abreu, Papillon, Tricky, Unsafe Space Garden ou Zé Ibarra.

“A cidade, durante este fim de semana, voltou a estar na moda, voltou a ter projeção nacional e internacional. Voltou a ter um papel de destaque na programação cultural nacional e internacional. É um festival que, pelas suas características, se adaptou muito ao nosso contexto local, ao nosso património. Atraiu muita gente”, descreveu.

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