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Câmara não quer “equívocos” com Sofia Escobar. “Promove-se e financia-se”

Bruno José Ferreira
Cultura \ quinta-feira, dezembro 14, 2023
© Direitos reservados
Vânia Dias da Silva lamenta "falta de sensibilidade" para receber concerto da artista no CCVF. Bragança não quer "equívocos" e Paulo Lopes Silva diz que Sofia Escobar "cabe na programação" vimaranense

Vânia Dias da Silva questionou a Câmara Municipal de Guimarães sobre a programação cultural do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), lamentando não ter sido possível que a vimaranense Sofia Escobar pudesse ter atuado neste palco num espetáculo de apresentação dos seus temas originais.   

A vereadora do CDS eleita pela Coligação Juntos por Guimarães sustentou que na sua opinião, relembrando um episódio semelhante com João Baião, a “câmara tem praticado uma certa cultura do gosto”, o que “surpreende e espanta”.

“Agora temos um problema da vimaranense Sofia Escobar, internacionalmente reconhecida, com provas dadas, e que há quase dois anos espera por uma reposta do CCVF para fazer uma apresentação do seu primeiro disco de originais, que queria fazer a apresentação em Lisboa e na sua cidade Natal, e aparentemente não foi possível”, explanou.

Nesse sentido, a oposição inquiriu A Oficina e o município sobre a agenda de espetáculos do CCVF em 2022 e 2023, e a receita de bilheteira de cada um deles, para dessa forma poder aferir se efetivamente não havia datas disponíveis. “Não é a câmara que tem de decidir se cansa os vimaranenses ouvir a mesma artista”, atirou. "A indignação da Sofia Escobar é a nossa indignação", complementou já após a reunião.

"Ninguém veta atuações da Sofia Escobar; pelo contrário, promove-se e financia-se”

Paulo Lopes Silva sustentou que há “um enorme respeito pela carreira, pelo percurso e pela pessoa em si da vimaranense Sofia Escobar”, negando a existência de uma falta de resposta. O vereador com o pelouro da cultura, e presidente d’A Oficina, lembrou que a artista tem atuado em Guimarães, lembrando por exemplo, a “atuação importante quando se celebraram 20 anos da elevação do Centro Histórico a Património Mundial.

“Sofia Escobar cabe na programação cultural de Guimarães; ninguém veta atuações da Sofia Escobar, pelo contrário, promove-se e financia-se”, disse, alertando ainda: “A câmara não decide nada o que é cultura que vá ao CCVF. Não devemos cair no risco de pôr a política a dizer ao programador o que deve fazer, pondo em causa um caminho de Guimarães que nos levou a ser Capital Europeia da Cultura, e a ser uma das principais cidades com financiamento cultural pelo trabalho que desenvolve”.

Ainda assim, Vânia Dias da Silva lamentou a “falta de sensibilidade” do município, dizendo não haver “uma justificação plausível para a queixa de Sofia Escobar”. Paulo Lopes Silva disse existirem contactos recorrentes com o agende de Sofia Escobar, dizendo que a questão em causa diz respeito a março do ano passado, altura na qual A Oficina foi contactada para a realização do espetáculo, que não foi possível realizar “por várias questões, de agenda e também de orçamento”.

Domingos Bragança complementou que, na seu entender, “isto não é razão para polémica nenhuma”, aconselhando, ainda assim, Paulo Lopes Silva a conversar com a cantora. “Ligue e fale com ela para desfazer equívocos”, vincou.   

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