Câmara pensa transformar Alameda Alfredo Pimenta em centro intermodal
O projeto ainda está em “fase de estudo”, “muito preliminar”, mas a Câmara Municipal de Guimarães pensa requalificar a Alameda Alfredo Pimenta para aumentar a área de estacionamento, disponibilizando-a também para camionetas e autocarros, e criar uma plataforma intermodal onde se cruzem vários meios de transporte. Afinal, será ali a partida e a chegada do futuro bus rapid transit (BRT) que vai ligar a cidade à vila de Caldas das Taipas, ao Avepark e, posteriormente, a Braga.
“Estamos a equacionar várias hipóteses em termos de estudo para que a Alameda Alfredo Pimenta possa ter mais lugares de estacionamento e, em segundo lugar, possa ser zona de confluência de diferentes transportes, criando condições melhores do que aquelas que existem atualmente", disse, após a reunião quinzenal do executivo, decorrida nesta segunda-feira.
O autarca vincou que esse “programa ambicioso”, que visa o alargamento do parque de estacionamento subterrâneo e a criação da plataforma intermodal, que até pode acolher funcionalidades equivalentes à central de camionagem existente na Alameda Doutor Mariano Felgueiras.
Essa revelação deu-se na sequência da denúncia do contrato de concessão do parque de estacionamento subterrâneo ali existente, celebrado entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Guiparque, com validade entre 1993 e 2023.
Votada e aprovada por unanimidade, a proposta refere que, “findo o prazo do contrato”, o município poderia “tomar posse do referido parque de automóveis, sem indemnização, mediante aviso escrito dirigido à sociedade, com a antecedência mínima de um ano, tendo aquele direito de preferência na subsequente adjudicação”. Caso a Câmara não emitisse o aviso, o prazo do contrato renovar-se-ia, automática e sucessivamente, por períodos mínimos de cinco anos.
A 14 de fevereiro de 2022, a autarquia endereçou uma carta assinada pela vereadora Sofia Ferreira, então responsável pelo pelouro da mobilidade, à Guiparque, comunicando-lhe que se opunha à renovação automática do referido contrato e que pretendia tomar posse do parque a partir de 1 de agosto de 2023.
A Guiparque não permitiu que a Câmara tomasse posse do parque nessa data, pelo que a autarquia moveu uma ação administrativa em tribunal contra a empresa. Nesse processo, a Guiparque alegou que Sofia Ferreira não tinha competência delegada para tomar essa decisão em nome do município, pelo que o atual executivo aprovou a ratificação integral do ato praticado pela vereadora, sujeitando-o à aprovação da Assembleia Municipal na próxima.
Esta proposta foi aprovada seis dias depois de a Câmara Municipal ter aberto o concurso para a elaboração do estudo prévio da ligação BRT entre a cidade e a vila de Caldas das Taipas.