Câmara quer que escola Santos Simões inicie próximo ano no Verbo Divino
A Câmara Municipal de Guimarães espera que os alunos da Escola Básica e Secundária Santos Simões possam iniciar o ano letivo 2026/27 em instalações provisórias, que tudo indica, serão as do antigo seminário do Verbo Divino.
“A nossa intenção é que o próximo ano letivo da Santos Simões se inicie nas instalações provisórias, no Verbo Divino, para não prejudicar a transição a meio do ano. Estamos a trabalhar para ter o financiamento assegurado até junho e adjudicar a obra. Não queremos adjudicar agora, porque queremos fazer alterações ao projeto”, esclareceu Ricardo Araújo nesta segunda-feira, durante a reunião do executivo municipal, na discussão dos pontos relativos à não adjudicação da requalificação da Avenida D. João IV, de requalificação da escola básica e secundária e da construção do novo pavilhão da Escola EB 2 e 3 João de Meira.
A autarquia lançou a requalificação da escola Santos Simões a concurso na reunião de 16 de dezembro de 2024, ainda sob a presidência de Domingos Bragança, por um preço-base de 15,3 milhões de euros mais IVA. Segundo O agora presidente da Câmara vinca a necessidade de alterar um projeto em que o novo pavilhão desportivo não dispõe das medidas oficiais para competições. “Três milhões de euros são para o pavilhão. Isso obriga a refazer o projeto e a custos adicionais, mas não se justifica um investimento tão grande sem colocar o pavilhão com as medidas oficiais para a prática desportiva”, defendeu.
Sem financiamento do PRR, até porque a candidatura municipal foi rejeitada a 7 de agosto de 2025 e que o programa só contempla obras que terminam até 31 de agosto de 2026, a Câmara Municipal está a trabalhar numa candidatura para garantir financiamento da União Europeia até junho, para depois, sim, lançar a obra a concurso e adjudicá-la. “O financiamento ainda não está garantido. O que é para prometer é para cumprir”, disse.
A propósito do tema, Ricardo Costa, vereador do PS, criticou o presidente de Câmara pela tentativa de “assacar responsabilidade ao PS” na área da educação, uma área em que os executivos anteriores investiram mais do que em indústria ou mobilidade, e considerou que o executivo atual não “tem ambição”, nem “é capaz de correr riscos em prol dos vimaranenses”, pelo adiamento de um processo que, a seu ver, pode deixar a comunidade daquela escola sem as melhores condições por mais tempo.