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Candidatos da AD prometem proximidade na justiça, mobilidade e carga fiscal

Tiago Mendes Dias
Política \ quinta-feira, fevereiro 15, 2024
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Essas são alguns dos temas a que os candidatos de Guimarães na lista pelo círculo de Braga prometem estar atentos, num quadro “de crescimento e desenvolvimento” que ambicionam com novo Governo.

Número dois da lista da Aliança Democrática pelo círculo de Braga às Legislativas de 10 de março, Ricardo Araújo compromete-se a ter uma “uma presença de grande proximidade com a comunidade e com os vimaranenses” na Assembleia da República caso seja eleito deputado – algo que é praticamente certo face à votação que o PSD, principal partido da força a sufrágio, costuma obter no distrito, tendo conseguido oito deputados nas eleições de 2022.

“Saberemos assumir a representação nacional inerente à condição de deputado na Assembleia da República, mas queremos fazê-lo em especial proximidade com Guimarães e com os vimaranenses. Somos candidatos pelo distrito de Braga e por Guimarães. Saberemos ter essa atenção especial com Guimarães”, disse esta quinta-feira, numa conferência de imprensa realizada no Café-Concerto Vila Flor, que contou ainda com os candidatos Emídio Guerreiro, também do PSD, e Nuno Vieira e Brito, do CDS-PP.

O também vereador da Câmara Municipal de Guimarães lembrou que a AD é a única força política com dois candidatos vimaranenses em lugares elegíveis na lista por Braga – o outro é Emídio Guerreiro, indicado pela direção nacional do PSD, a número cinco – e adiantou que a carga fiscal é uma das dimensões que lhe merece mais atenção, algo que está, aliás, vertido no programa eleitoral.

Ricardo Araújo classificou de “preocupante” o facto de Guimarães ter um salário médio inferior a concelhos vizinhos como os de Vila Nova de Famalicão e de Braga e frisou que a “redução dos impostos para as famílias e para as empresas” é “extremamente importante” para a competitividade das empresas de Guimarães à escala internacional, principalmente as dos setores tradicionais – têxtil, calçado ou cutelaria -, sem grandes margens de lucro.

O candidato a deputado considerou, por isso, que a redução dos impostos é um dos temas que congrega “a intervenção local” e as prioridades da AD a nível nacional, tendo enumerado algumas das propostas da força política que tem em Luís Montenegro o seu principal rosto: a redução do IRC de 21 para 15%, a um ritmo de 2% ao ano, a diminuição do IRS nos oito primeiros escalões para aumentar o rendimento das famílias, fixar uma taxa máxima de 15% de IRS para os cidadãos até aos 35 anos, enquanto “contributo que evite e debandada de jovens para o exterior”, e a isenção tributária de prémios de vencimento até ao valor equivalente a um ordenado mensal, o que descreveu como 15.º mês.

“Por um lado, temos de pôr a economia a crescer. Só com uma economia fortalecida, seremos capazes de aumentar o rendimento disponível das famílias e das empresas. Só com mais competitividade e empresas robustecidas, poderemos aumentar a rentabilidade das empresas e aumentar a distribuição pelas famílias para aumentar o poder de compra”, disse.

Ricardo Araújo considerou também que “Guimarães foi relegada para segundo plano na atenção nacional do Governo do PS” ao longo dos últimos oito anos, nomeadamente no que respeita ao designado Campus da Justiça – “não deixou um tijolo, não deixou uma pedra” depois da assinatura do protocolo para novo edifício, há quase cinco anos, nota – e a mobilidade, tendo recordado as ligações regionais, a falta de avanços na requalificação dos principais eixos viários do concelho e a perda da ligação por Alfa Pendular a Lisboa, por altura da pandemia de covid-19.

“Temos vindo a defender uma forte aposta no transporte público. Não vamos ficar calados enquanto o serviço Alfa não for reposto. Vamos ter voz ativa na defesa disto”, reiterou, prometendo ainda reivindicações quanto ao parque escolar do concelho, a um novo centro de saúde e à requalificação de monumentos como o Paço dos Duques de Bragança e a Igreja de Santa Marinha da Costa, até pela promessa da AD quanto à cultura: a de aumentar em 50% o seu orçamento.

 

Candidatos vimaranenses veem na AD solução para “crescer e desenvolver”

Além de mencionar os seus objetivos para a intervenção de proximidade, Ricardo Araújo defendeu que as Legislativas de 10 de março são “a oportunidade que os portugueses têm para mudar de Governo e iniciar um novo ciclo de crescimento e desenvolvimento”, depois de oito anos de governação do PS, no seu entender marcados pelos “serviços públicos a ficarem degradados” e por se ver Portugal “ficar para trás na União Europeia”.

Convencido de que a AD apresenta um programa para “melhorar a saúde, a educação, a economia e o nível de remuneração e de vida das famílias”, Ricardo Araújo salientou as propostas de um mínimo de 820 euros para todos os pensionistas até 2028, de contagem do tempo integral dos professores em cinco anos, “a um ritmo de 20% ao ano”, de um “programa de emergência na saúde que devolva os tempos para consultas e cirurgias compatíveis” com o que se espera do Serviço Nacional de Saúde e o “compromisso para devolver a Portugal um ciclo de crescimento e desenvolvimento”.

Candidato por indicação da direção nacional social-democrata, Emídio Guerreiro lembrou que o seu principal foco como deputado é o de “ser o rosto do PSD para a área do desporto”, pasta que já tutelou como secretário de Estado, entre 2013 e 2015, no Governo de Passos Coelho, e dirigiu críticas duras ao PS e ao seu secretário-geral, Pedro Nuno Santos.

“Estamos a falar de alguém que tem sido incapaz de justificar o que fez enquanto governante. Alguém que tutelou a habitação e os transportes, tendo sido incapaz nessas matérias, que decidiu o aeroporto por capricho, com um despacho, e que viu a decisão retificada pelo primeiro-ministro. Esta brincadeira da TAP custou-nos mais dinheiro do que o dinheiro injetado pelo Governo na economia portuguesa durante a pandemia”, referiu.

Nuno Vieira e Brito referiu, por seu turno, que as próximas legislativas colocam em confronto “dois modelos de crescimento completamente diferentes”: “Um modelo imobilista, conservador, de regressão no desenvolvimento social e económico e de afastamento dos jovens. E um outro modelo que pretende crescer, desenvolver, formar, educar, que se enquadra nas principais regras e democráticas das sociedades mais avançadas”, disse.

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