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Apelido Guimarães inspira primeiro trimestre da Casa da Memória

Redação
Cultura \ segunda-feira, janeiro 29, 2024
© Direitos reservados
Equipamento acolhe duas sessões de introdução à genealogia em fevereiro e uma mesa redonda em torno da história desse nome. O fabrico do pão nos moinhos é outro tema que sobressai.

Num tempo em que é reconhecida a tese de que todas as pessoas com o apelido “Guimarães” têm antepassados na cidade-berço, a Casa da Memória serve-se desse nome para dedicar o primeiro trimestre de 2024 à genealogia.

Assim, o equipamento tutelado pela cooperativa A Oficina vai receber a Oficina de Introdução à Genealogia, em duas sessões marcadas para dois sábados - 10 e 17 de fevereiro, às 15h00 -, nas quais se vai falar dos recursos necessários à construção de uma árvore genealógica, fenómeno que se transformou nas últimas décadas, com a introdução da digitalização dos arquivos públicos e do seu acesso através da Internet, lê-se em comunicado.

A 16 de março, também um sábado, a partir das 16h00, a Casa da Memória promove a mesa redonda “Os apelidos de Guimarães na origem e expansão”, com historiadores e genealogistas a explorarem a génese de alguns apelidos que tiveram origem no concelho de Guimarães, expandindo-se através das navegações ou das vagas migratórias para o exterior, e de apelidos que, por diversas circunstâncias, se tornaram apelidos vimaranenses.

Os meses de fevereiro, março e abril marcam ainda o regresso do projeto “Remoinho”, destinado aos saberes tradicionais em torno do pão e dos moinhos. A 04 de fevereiro, a Casa da Memória recebe uma oficina de broa tradicional, seguida de uma palestra sobre moinhos e de atividades que antecipam várias performances multiartísticas (entre poesia, música, teatro), com contributos das comunidades envolvidas. Todas as atividades mencionadas destinam-se a ser vividas em comunidade e participadas gratuitamente, adianta A Oficina.

A 02 de março, a partir das 15h30, o Grupo Poetas do Selho, com Liliana Duarte, irá habitar um moinho e preenchê-lo com a forma de palavra, transformada em poesia, inspirada num gesto de ligação aos espaços que habitamos (ou precisamos de explorar), após recolha e partilha de informação técnica e memórias biográficas associadas aos mesmos. 

Precisamente uma semana depois, a partir das 17h00, abrem-se trilhos para explorar o som do o rio que passa, da roda que ainda se movimenta para moer o grão, da vida que ainda existe além da sua função inicial, conduzidos por Samuel Martins Coelho.

A 07 de abril, Madalena Gonçalves e Luís de Almeida propõem a oficina e performance musical “Um Canto pelo Pão”, com narrativas em que a voz ilustra e potencia o ciclo do pão, antes de, a 13 de abril, a Casa da Memória receber “Voltas ao Pão – Assim se amassa, assim se peneira, assim se dá voltas ao pão na masseira”, uma performance criada por Manuela Ferreira para explorar sentidos, objetos e pessoas num território pleno em memórias de moinhos e de confeção de pão.

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