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Coelho Lima e Luís Soares defendem transformação da UNU-EGOV em instituto

Redação
Ciência & Tecnologia \ quinta-feira, outubro 19, 2023
© Direitos reservados
Deputados vimaranenses, de duas forças partidárias diferentes, manifestaram o seu apoio para que a Universidade das Nações Unidas passe de unidade operacional a instituto.

Os deputados vimaranenses André Coelho Lima e Luís Soares, do Partido Social Democrata e do Partido Socialista, respetivamente, manifestaram na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o seu apoio à passagem da Unidade Operacional de Governação Eletrónica da Universidade das Nações Unidas (UNU-EGOV) para instituto.

Em funcionamento desde 2014, sendo a única Universidade das Nações Unidas em Portugal e a única valência das Nações Unidas que não funciona em Lisboa, a ambição desta unidade passa por tornar-se num instituto, com mais peso institucional, mas esse desiderato está ainda dependente do governo. Em abril de 2021, em entrevista ao Jornal de Guimarães, Delfina Soares – diretora da (UNU-eGOV) – refletia que eram precisas três condições.

Uma que estava “provada e mais que provada, a relevância desta unidade”, condições físicas, que estão também ultrapassadas com as instalações proporcionadas pelo município, sendo a terceira o interesse, ou não, do governo financiar a unidade.

Esta quarta-feira, durante a audição parlamentar do reitor da Universidade das Nações Unidas (UNU), Tshilidzi Marwala, e da diretora da UNU-EGOV, Delfina Soares, os deputados de Guimarães reconheceram a capacidade de “aportar valor ao país”, apoiando a intenção de proceder à transformação da unidade operacional em instituto, à semelhança do que acontece com todos os outros organismos congéneres da Universidade das Nações Unidas, com sede em Tóquio, no Japão.

“Da nossa parte estamos comprometidos com esse objetivo, que também é nosso”, assegurou, Luis Soares. Já André Coelho Lima, um dos parlamentares que requereram a audição desta manhã, manifestou o desejo de ser alcançado um “acordo transversal” para a passagem da UNU-EGOV a instituto, esta estrutura “deve orgulhar-nos como país, uma vez que tem contribuído para Portugal se afirmar internacionalmente como exportador de conhecimento”.

Recorde-se que o reitor da UNU e, simultaneamente, subsecretário-geral das Nações Unidas, Tshilidzi Marwala, foi convocado para uma audição na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros no âmbito de uma visita de três dias a Portugal, tendo sido acompanhado por Delfina Soares, diretora da UNU-EGOV e Luis Barbosa, vice-diretor da unidade operacional.

Marwala defendeu, perante os deputados daquela Comissão, a necessidade de “encontrar um caminho rápido” para o reconhecimento da UNU-EGOV enquanto instituto, realçando a importância do trabalho realizado “em favor das pessoas de todo o Mundo” e do protagonismo que a área da governação digital tem tomado no presente. Recordou o desafio lançado recentemente pelo secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, de alcançar um “Pacto para o Futuro” já em 2024, na Cimeira da Futuro, para o qual se espera um “contributo crítico” por parte da UNU-EGOV.

Durante a visita a Portugal, o reitor da Universidade das Nações Unidas manteve uma série de encontros com diversos representantes parlamentares e do Governo português, tendo em vista o desenvolvimento da operação da UNU-EGOV, nomeadamente o alargamento do plano de qualificações, com a criação de doutoramentos conjuntos com outras universidades, e o reconhecimento enquanto instituto, condição indispensável para aumentar a autonomia, a estabilidade e, consequentemente, melhorar o desempenho da UNU no plano global e o retorno para Portugal.

Além da audição na Comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, cumpriram-se reuniões com o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Francisco André, a Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, António Cunha, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, entre outros responsáveis.

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