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Com arte e palavras, Núcleo de Inclusão examinou violência de género

Tiago Mendes Dias
Diversidade & Inclusão \ terça-feira, maio 21, 2024
© Direitos reservados
Evento “Entre o visível e o oculto” abordou, em três dias, violência sobre migrantes, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, na conclusão de projeto que envolveu cinco entidades de cinco países.

Guimarães foi a última etapa de um projeto de consciencialização para a violência de género, desenvolvido por cinco organizações, da Polónia, da Letónia, de Malta, de Espanha e, claro está, de Portugal. Em solo luso, a aplicação do “Acting to Stop the Silent Epidemic Together: Resilient Young Women”, projeto financiado pela União Europeia, esteve a cargo do Palavras Infinitas ‐ Núcleo de Comunicação, Inclusão e Média, com três dias de debates, de partilha de experiências e de arte – visual, plástica e performativa –, que exprimiram dois anos de trabalho.

“Este é um projeto que aborda a violência de género. Durante dois anos, trabalhámos isso com os jovens, em especial mulheres e crianças, e tentámo‐las consciencializar para a violência. Neste projeto, tivemos a oportunidade de incluir pessoas jovens, de Guimarães, especialmente artistas, que fizeram contribuíram através de uma exposição e de uma performance, muito emocional e muito sentida”, realçou ao Jornal de Guimarães Cláudia Pires, do Núcleo de Inclusão.

A performance de Andrea Martínez e João Araújo foi uma das iniciativas que sobressaiu no evento “Entre o visível e o oculto”, realizado entre 15 e 17 de maio, na antiga fábrica da Ramada e no espaço da Fnac do Guimarães Shopping, antes de terminar com um convívio no Largo da Misericórdia.

A exposição “Entre o visível e o oculto” foi a protagonista dos dois primeiros dias, antes de um encerramento marcado pela apresentação dos resultados de dois anos de trabalho – uma plataforma online e um manual de orientações quanto a violência de género – e pela partilha de experiências por grupos alvo da violência de género. “A consciencialização ainda é algo muito difícil em todos os contextos, quer a nível de dar lugar às pessoas para falarem das suas experiências individuais, quer pessoas migrantes, quer pessoas LGBTQIA+, quer pessoas com deficiência”, acrescentou a responsável.

Para Cláudia Pires, os debates e os testemunhos serviram para se perceber que há muita distorção na informação que circula sobre a experiência das pessoas migrantes, com o recorrente esquecimento da violência que sofrem, quer sob a forma de tráfico humano, quer sobre a forma de exploração. “Notou‐se que as pessoas estão atentas a estas narrativas. Os média têm um papel importante em esclarecer que, muitas vezes, são elas as grandes vítimas dessa exploração e dessa violência”, detalhou.

A responsável do Núcleo de Inclusão considerou ainda que “há muitas vozes em Guimarães de pessoas atentas à violência de género que querem ser ouvidas”. O evento terminou a 17 de maio, precisamente o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia.

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