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Cordyceps: fungo no último dia de liberdade em que se questiona a memória

Bruno José Ferreira
Cultura \ quinta-feira, maio 27, 2021
© Direitos reservados
Um coro representado dá corpo em palco a Cordyceps, o espetáculo com estreia absoluta marcada para 3 de junho no Festival Gil Vicente. Estamos perante o último dia de liberdade.

Cordyceps é uma das estreias absolutas que o Festival Gil Vicente apresentará na presente edição. Para já vão-se fazendo ensaios na Black Box da Fábrica Asa, preparando-se o espetáculo de 3 de junho, no Centro Cultural Vila Flor.

Marco Mendonça, Eduardo Molina e João Pedro Leal são os autores, recentes vencedores da Bolsa 5 Sentidos para Artes Performativas, usam o fungo Cordyceps naquele que é anunciado como o “último dia de liberdade”.

No fundo, a partir desse fungo que ataca insetos, transporta-se o seu efeito para colocar várias questões, como a “importância da memória ou as memórias que a nossa consciência, sem nos consultar, traz à nossa cabeça”, segundo sustenta João Pedro Leal.

“Este fungo serve a teoria com começamos a peça, teoria da conspiração, em que somos nós também os conspiradores. Revelamos uma grande conspiração à volta deste fungo e à volta do fim da democracia”, sustenta Marco Mendonça.

Eduardo Molina refere o “comportamento diferente da vontade” provocado pelo fungo, fator que se alterem comportamentos. São esses os comportamentos alterados dos três protagonistas que transportam a plateia para o fim da democracia.

Em pano de fundo há um coro representado, de crianças reais, o bando dos Gambozinos, que em virtude da pandemia não pode estar fisicamente presente no espetáculo. “Fazem o espetáculo connosco mesmo sem estar lá”, atira Eduardo Molina.

A estreia está, então, marcada para 3 de junho, quinta-feira, às 19h30 no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

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