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Crianças ucranianas distribuídas por sete agrupamentos de escolas

Tiago Mendes Dias
Sociedade \ sexta-feira, abril 01, 2022
© Direitos reservados
Dos 110 refugiados acolhidos em Guimarães, 50 são crianças. Eurodeputada Isabel Carvalhais enaltece esforço das autarquias e instituições portugueses para integrarem refugiados no mercado de trabalho.

O concelho de Guimarães acolheu 110 cidadãos ucranianos desde o arranque da invasão daquele país pela Federação Russa, a 24 de fevereiro. Desse grupo, acolhido em ocasiões repartidas, 50 são crianças, anunciou o presidente da Câmara Municipal nesta sexta-feira, após uma reunião com a comunidade ucraniana em Guimarães, que teve a presença da eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais.

“As crianças estão integradas nos agrupamentos de Pevidém, de Abação, Fermentões [Fernando Távora], João de Meira, Santos Simões, Francisco de Holanda e Taipas”, confirmou Domingos Bragança. Quer crianças, quer adultos realizaram todos os rastreios de saúde, estando os 110 cidadãos alojados em Guimarães em quatro modalidades: 18 estão no lar de Calvos, 26 no antigo seminário do Verbo Divino, 13 alojados em casas cedidas por munícipes vimaranenses e 53 acolhidos por famílias vimaranenses.

Para o autarca, “acolher não significa apenas alojar e dar alimentação”, pelo que a Câmara, através do programa Guimarães Acolhe, fonte de “experiência em lidar com os imigrantes”, de está a conduzir um processo integrado que inclui “escolas, saúde, jardins de infância, IPSS, empresas, cidade e território”.

“Para aqueles que cá estão, queremos dar-lhes as condições de cidadãos independentes. Eles disseram que não querem ser peso nenhum para a sociedade vimaranense. Querem ajudar no desenvolvimento da comunidade”, vincou.

Apesar de Guimarães estar preparado para ajudar os ucranianos “na sua integração e na vertente profissional”, Domingos Bragança reconhece que “o ideal é que a guerra termine” o quanto antes.

Duas cidadãs ucranianas radicadas em Guimarães antes da eclosão da guerra, Irina Bezugla e Dariya Blikhar, realçaram que a comunidade vimaranense disponibilizou tudo aquilo que era necessário aos refugiados ucranianos, tendo ainda vincado que as crianças estão a gostar da escola. “Os meninos gostam da escola, gostam de Guimarães, gostam dos passeios. As mães estão agradadas com o apoio. Têm tudo o que é necessário. Desejamos que recuperem o mais rapidamente possível”, disse Irina.

 

Eurodeputada enaltece as “redes de contactos” de Guimarães no acolhimento

Na sequência da reunião com a comunidade ucraniana, Isabel Estrada Carvalhais enalteceu o trabalho da autarquia vimaranense no acolhimento de refugiados, que remonta a 2015, então dedicado aos cidadãos oriundos da Síria, país ainda em guerra. “Para além deste programa, Guimarães soube utilizar muito bem instrumentos já existentes, redes de contactos com as suas instituições e os seus empresários, para um acolhimento bem sucedido da comunidade ucraniana”, disse a eurodeputada que é parte do Comité para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, mas também membro da delegação para a relação entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Agradada com a prontidão dos empresários em criarem “bolsas de emprego” frequentemente compatíveis com a formação dos refugiados, e com os cursos de português prestes a serem implementados no terreno, a eurodeputada eleita pelo PS considera “a legalização junto da Segurança Social” uma “etapa fundamental” para o acesso dos cidadãos ucranianos no mercado de trabalho e à eventual “estabilidade financeira”.

A partir daí, os refugiados podem ter melhores ferramentas para decidirem se pretendem continuar em Portugal ou se desejam voltar ao seu país, assim que a guerra termine. “Devemos acolher bem, mas poderemos ter a noção de que muitas pessoas deverão ter o desejo de regressar ao seu país. Mas também poderemos assistir a processos de reunificação familiar, com as vindas dos maridos e pais para Portugal”, esclareceu.

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