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Da Junta da Costa, surge uma comissão para defender igreja de Santa Marinha

Tiago Mendes Dias
Cultura \ terça-feira, abril 26, 2022
© Direitos reservados
Templo implantado num lugar com uma história que remonta ao tempo de D. Afonso Henriques padece de infiltrações. Essa equipa quer intensificar esforços junto da DRCN para as obras avançarem.

Os anos passam e as “infiltrações” no interior da igreja de Santa Marinha da Costa permanecem, assim como o “risco de ruína do telhado”, reconhece ao Jornal de Guimarães o presidente da Junta de Freguesia da Costa, Vítor Matos.

Pertença do Estado, o imóvel sob a alçada da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) continua à espera de obras, pelo que a Assembleia de Freguesia aprovou uma comissão para defender a requalificação do templo, na reunião de 22 de abril.

“A ideia é a comissão trabalhar por si e não ter um partido A ou um partido B a comandar. A comissão é apartidária, pretende representatividade do partido a nível local e do concelho, só pela defesa deste património. Um desastre seria calamitoso”, descreve o autarca, eleito nas autárquicas de 26 de setembro de 2021, pela coligação Juntos por Guimarães.

Sob a coordenação do presidente da Assembleia de Freguesia, Alexandre Barros da Cunha, essa equipa, o “mais consensual possível”, alega Vítor Matos, promete articular-se com a associação Muralha e com a Sociedade Martins Sarmento para ser uma “digna representante” perante a DRCN e o próprio concelho. “Essas associações têm conhecimento técnico mais fundamentado para levarem o problema a todo o concelho. Não pode ser só para ficar bonito quando está iluminada no Natal”, defende.

A comissão reúne-se pela primeira vez a partir das 18h00 de quarta-feira para “definir passos concretos” a tomar na defesa de um lugar cuja origem remonta à época de D. Afonso Henriques, tendo depois sido a casa dos cónegos de Santo Agostinho e da Ordem de S. Jerónimo.

 

CDS-PP saúda comissão e PS abstém-se na moção

Partido no qual Vítor Matos milita, o CDS-PP de Guimarães declarou “todo o apoio” a uma comissão que visa “envolver a comunidade na defesa do seu património histórico”, “sem protagonismos políticos ou pessoais”, e “encontrar soluções e recuperar a dignidade que a Igreja do Mosteiro da Costa tanto merece”. A Comissão Política Concelhia do CDS-PP, liderada por Nuno Vieira e Brito, assinala a “passividade” de um processo em que se prometem obras há oito anos.

Já a representação do PS na Assembleia de Freguesia lamentou a falta de abertura para “uma moção conjunta”, tendo-se abstido. De acordo com os socialistas, a requalificação das coberturas, correspondente à primeira fase de intervenção na Igreja de Santa Marinha, vai ter financiamento superior a um milhão de euros, a partir do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.

 

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