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Ecorâmicas: debater espaço público é discutir uma vida “mais sustentável”

Tiago Mendes Dias
Ambiente \ quarta-feira, novembro 22, 2023
© Direitos reservados
Presidente da Associação Vimaranense para a Ecologia, Paulo Gomes, espera que o tema da nona edição da mostra de cinema documental contribua para modos mais equilibrados de vida nas cidades.

As Ecorâmicas regressam no sábado e no domingo, com 20 documentários, um debate e uma caminhada, as propostas de discussão do espaço público da Associação Vimaranense para a Ecologia (AVE). O seu presidente, Paulo Gomes, justifica a escolha com as discussões em curso em Guimarães, sobre a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e a mobilidade, mas também com “acontecimentos a nível mundial”, testemunhos de alterações na orgânica das cidades, com meios alternativos de transporte e outros modos de viver a rua a partilharem o espaço com o automóvel.

“Nas cidades, onde o espaço é tão concorrido, é muito importante discutir o espaço público, para que não seja algo apoderado por meia dúzia. É preciso que todos na cidade possam viver de forma mais equilibrada e sustentável, com boa mobilidade. Esse foi o mote que fomos trabalhando”, realça o dirigente.

A escolha foi, por isso, natural, mas a AVE viu-se surpreendida pela falta de longas-metragens sobre o tema; entre os 20 documentários exibidos, sobre fenómenos como a jardinagem de guerrilha, a substituição de vias exclusivas para automóveis por espaços verdes, espaços pedonais ou os parques infantis, apenas dois são longos - “Citizen Jane: a batalha pela cidade”, obra de Matt Tyrnauer, com 01h32 minutos, marcada para as 17h30 de sábado, e “Como salvar a sua cidade: reparando o planeamento urbano em Paris e Barcelona”, trabalho de 32 minutos do canal alemão Deutsche Welle, marcado para as 16h05 de domingo.

Depois de edições dedicadas à floresta, aos rios ou ao decrescimento das sociedades – a do ano passado -, a AVE continua a ver no cinema um veículo eficaz pela abrangência que suscita na discussão de fenómenos ambientais e sociais. “O cinema permite uma visão mais alargada do tema. É uma forma de discutirmos um tema e de termos uma visão mais enriquecedora e global das coisas”, acrescenta Paulo Gomes.

Além do debate, a nona edição da mostra promove ainda o debate com os arquitetos Ricardo Rodrigues e Ivo Oliveira e o artista Nuno Machado na tarde de sábado e uma caminhada no domingo de manhã; a AVE considerou essa a forma mais lógica de manter o historial de atividades paralelas das Ecorâmicas, como o mercadinho biológico, agora realizado todos os sábados, no claustro do Museu de Alberto Sampaio.

A projeção das Ecorâmicas para além do Auditório da Fraterna, em Couros, vê-se também nas escolas, salienta Paulo Gomes. “No ano passado, fomos a São Torcato, por exemplo. Em Famalicão, já nos pediram um filme que tinha sido passado no decrescimento, para um evento com um formato diferente do nosso”, refere.

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