Empreendimento público de 75 habitações deve estar pronto em abril de 2027
A cerimónia de lançamento da primeira pedra nesta terça-feira marcou o arranque oficial da edificação do empreendimento público de habitação com 75 frações destinadas a arrendamento acessível, em Mataduços, lugar na freguesia de Fermentões contíguo a Azurém e ao centro da cidade. Abril de 2027 é o prazo de conclusão previsto para a obra cujo investimento Câmara Municipal de Guimarães ascende aos 12,65 milhões de euros, com financiamento de 7,5 milhões do programa nacional 1.º Direito.
Inserido numa área bruta de construção de 8.735 metros quadrados, o edifício que será implantado em 1.828 metros quadrados, com cinco pisos, vai reunir 34 unidades T1, 30 unidades T2, 10 unidades T3 e uma unidade T4, beneficiando de iluminação e ventilação naturais, de um lugar de estacionamento privativo por fração e de “acabamentos duráveis”, com “tetos em betão à vista com vigas de madeira, integrando as zonas de cozinha, refeições e sala”, refere o comunicado da Casais Construction, empresa responsável pela construção.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães prometeu mais habitação pública e desenvolvimento de parcerias com privados para aumento da oferta de habitação a custos controlados, dizendo querer ser avaliado pelo número de casas entregues às pessoas no final do mandato. “Quero ser avaliado não por quantas tentativas de concursos lancei, não por quantas adjudicações fiz, não por quantos contratos celebrei, mas sim pelo número de casas que efetivamente ajudámos a entregar às pessoas que delas precisam”, disse, na cerimónia que contou ainda com o vereador para o urbanismo, Constantino Veiga.
Projeto do edifício com 75 frações em Fermentões ©Casais Construction
Pré-fabricação industrial e redução do impacte ambiental
A construção das 75 habitações recorre à pré-fabricação industrial das lajes, das paredes, dos acabamentos interiores e das instalações técnicas, o que se traduz numa diminuição de 70% na geração de resíduos e numa redução do ruído superior a 50%, “mitigando fortemente o impacto do estaleiro na malha urbana”, para se erguer uma estrutura híbrida de madeira e betão, o que permite “reduzir a aplicação de betão em cerca de 40% face ao método tradicional da construção” e armazenar carbono ao longo do ciclo de vida do edifício, descreve a empresa, em comunicado.
"Este projeto em Guimarães reflete na perfeição a nossa visão de que é possível construir melhor e de forma mais célere, focando sempre no bem-estar das pessoas”, realçou o diretor executivo (CEO) do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues.
Alinhado com as metas de eficiência energética do Plano de Recuperação e Resiliência, o projeto detém já uma pré-avaliação LiderA com classe A e prevê a incorporação de 38,43% de materiais reciclados, com a garantia de que 50% dos materiais serão reutilizáveis no final de vida do edifício, enquanto o conforto térmico e acústico está assegurado através de isolamento contínuo, portas de segurança acústicas e caixilharia em PVC com vidro duplo, detalha ainda a empresa.