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Entre o golpe de vista e o desfalque do plantel, Moreirense volta a perder

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, março 21, 2026
© Direitos reservados
A indecisão de André Ferreira numa bola que parecia sua a meio da segunda parte revelou-se fatal para as aspirações do Moreirense, que voltou a sentir de novo a onda de lesões que o tem afetado.

Os ventos da Liga Portugal Betclic continuam a soprar em sentido contrário aos dos intentos do Moreirense. Além de perder na receção ao Arouca, por 1-0, com um golo em que Miguel Puche se antecipou a um desamparado André Ferreira para cabecear para o fundo das redes, o Moreirense teve de lidar com mais duas lesões num plantel já depauperado: as de Alanzinho e de Leandro Santos.

Até nos segundos finais foi notória a infelicidade da equipa de Moreira de Cónegos: Landerson atirou com força ao poste e a bola embateu nas costas de Arruabarrena e ficou a pairar sobre a linha de baliza antes de o guarda-redes arouquense a agarrar, segurando assim três preciosos pontos para a sua equipa.

O Moreirense apresentou-se perante os seus adeptos com três mudanças face ao onze que Vasco Botelho da Costa escolheu para a visita do Estádio do Dragão: Nile John estreou-se a titular, ocupando o lugar de Rodrigo Alonso no miolo, Leandro Santos apareceu no lado direito da defesa, com Diogo Travassos a avançar no terreno, e Luís Hemir regressou ao onze, após ter ficado de fora do jogo com o FC Porto por opção.

A equipa cónega foi a mais proativa com bola nos 10 minutos iniciais, como se viu no remate de Stjepanovic no primeiro minuto e no cruzamento de Francisco Domingues, ao qual só faltou o desvio certeiro de Luís Hemir, aos seis, mas essa tendência para o jogo fluir no sentido da baliza do Moreirense morreu abruptamente, quando Tiago Esgaio apareceu solto perante André Ferreira, mas atirou por cima.

Até aí encolhida, a formação de Vasco Seabra espraiou-se no terreno, circulou a bola com mais confiança e criou mais perigo até ao intervalo, mas falhou sempre na pontaria: Dylan Nandín rematou ao lado aos 21 minutos e voltou a falhar o alvo num cabeceamento sem oposição, aos 25, antes de José Fontán também cabecear ao lado, aos 44 minutos.

A turma de Vasco Botelho da Costa reequilibrou o jogo no início da segunda parte, com Nile John a testar a atenção do guardião contrário num remate de longe, antes de André Ferreira mostrar bem menos eficácia quando chamado a intervir: na sequência de um remate de Djouahra que ressaltou em Gilberto Batista, o guardião cónego preparava-se para agarrar a bola na pequena área quando Miguel Puche, sorrateiramente, antecipou-se para cabecear para o fundo das redes.

Estava feito o golo que iria resumir a história de um jogo em que o Moreirense foi incapaz de encontrar resposta à altura para igualar no final, apesar da oportunidade flagrante para igualar nos últimos instantes.

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