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Entrega da biblioteca de Manuel Botelho à EAAD fecha ciclo sobre arquiteto

Redação
Cultura \ terça-feira, maio 17, 2022
© Direitos reservados
Escola da Universidade do Minho recebe conjunto de obras no mesmo dia que encerra a exposição sobre o autor e que apresenta o livro “Território Manuel Botelho”, do fotógrafo e arquiteto Duarte Belo.

Inaugurada a 06 de abril na galeria da renovada Garagem Avenida, a exposição Território Manuel Botelho, alusiva à obra do arquiteto que lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), encerra esta quarta-feira, com um leque de momentos que inclui a entrega da biblioteca do autor à Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) da Universidade do Minho (UMinho).

O acordo será “formalizado e assinado” logo a seguir à apresentação do livro “Território Manuel Botelho”, às 17h30, por Duarte Belo, fotógrafo e arquiteto que retratou as obras, a casa e o escritório do seu antigo professor, patentes quer na exposição, quer no livro, editado pelo Museu da Paisagem com o apoio da EAAD, do Laboratório da Paisagem, Património e Território (Lab2PT), também vinculado à UMinho, da FAUP e da Fundação Marques da Silva.

Segundo Duarte Belo, o arquiteto formado pela Facoltà di Architettura dell’Università degli Studi di Roma - La Sapienza, em Itália, transmitia aos alunos “possibilidades quase ilimitadas da forma arquitetónica, do jogo de volumetrias”, despertando-os para um “mundo desconhecido, belo e difícil”.

“Éramos levados pela incessante procura de uma ideia de clareza, de ausência de ruído, da imensa nobreza, solenidade mesmo, da obra arquitetónica, onde não faltava a interrogação, elementos de descontinuidade, a perturbação intencional da ordem óbvia”, descreve, no comunicado alusivo ao encerramento da exposição.

Antes, às 17h00, há tempo para uma visita guiada pela exposição, sobressaindo, além do registo documental de Duarte Belo, as apresentações de Bruno Castro, de João Costa e de Rui Ferreira acerca de “sete obras que permitem entender e caracterizar a produção do Atelier Manuel Botelho”.

Depois de formalizada a entrega da biblioteca, uma mesa redonda com os arquitetos Filipa Guerreiro, Luís Tavares Pereira, Mariana Carvalho, Paolo Melis e João Cabeleira, este último moderador, vai discutir, a partir das 18h00, vai discutir o “contexto social e cultural” que influenciou a formação do arquiteto nascido em Moimenta da Beira, em 1939, bem como a sua vida e a sua obra, que tem no projeto para a Casa Doutor Barroso Pires, em Ponte da Barca, vencedor do Prémio Nacional de Arquitetura Keil do Amaral, em 1989, uma das principais referências.

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