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Guimarães
14 março 2026
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Estreia de Gil Lameiras brindada com sorriso bem amarelo

Tiago Mendes Dias
Desporto \ sábado, março 14, 2026
© Direitos reservados
O golo do extremo do Famalicão, a abrir a segunda parte, deitou por terra um Vitória que mostrou pormenores animadores no final da primeira metade, além de sentenciar o resultado final: 2-1.

Não houve final feliz para a estreia de Gil Lameiras no comando da equipa principal do Vitória. A equipa orientada pelo técnico de 32 anos ainda deu um ar da sua graça na primeira parte, mas foi incapaz de encontrar respostas para nova vantagem famalicense a abrir a segunda metade, que fixou o resultado do encontro da 26.ª jornada da Liga Portugal Betclic: 2-1.

O desempenho do Vitória na receção ao Famalicão pode-se comparar ao céu que pairou sobre o Estádio D. Afonso Henriques ao longo dos 90 minutos: cinzento, umas vezes com a chuva a cair e outras com o sol a espreitar. Se a luz solar só foi percetível nos instantes finais do encontro, a exibição do Vitória só ganhou fulgor após Samu ter desferido um belo remate para igualar o marcador a um golo, aos 23 minutos.

Esse remate certeiro e colocado, a meia altura, a coroar o trabalho de Diogo Sousa, de Gustavo Silva e de Saviolo, lançou o Vitória para a fase mais confiante da sua performance, com vários duelos ganhos a um Famalicão robusto fisicamente, a combinações de bola mais precisas e a tentativas de reviravolta em remates de Saviolo e de Nélson Oliveira.

A equipa respondia assim a um arranque de jogo em falso, a ver um Famalicão mais enérgico e confiante a jogar e a inaugurar o marcador, num lance iniciado e concluído pelo defesa central Justin de Haas, num cabeceamento à boca da baliza, aos 17 minutos.

A primavera vitoriana esteve longe de se transformar em verão após o intervalo. Pelo contrário, a equipa de Gil Lameiras retrocedeu em todos os capítulos, abalada pelo golo de Sorriso a abrir a segunda metade: com Gustavo Silva muito longe de Strata, o extremo encostado à esquerda apareceu solto e rematou com muita força para defesa incompleta de Charles, antes de ver a bola à sua mercê para uma segunda tentativa, a agitar as redes vitorianas.

O cinzentismo patenteado no início do jogo tornou-se ainda mais pronunciado após o 2-1. A equipa trajada de branco passou longos períodos em trocas de bola inconsequentes e apresentou debilidades na transição defensiva, notórias assim que o Famalicão recuperava a bola e acelerava.

As substituições pouco acrescentaram ao Vitória, apesar de Telmo Arcanjo ter agitado as operações no lado direito. Imponentes no jogo aéreo, os defesas famalicenses afastaram praticamente todos os cruzamentos para a sua área e constituíram suporte para os seus elementos mais adiantados controlarem o jogo com relativa tranquilidade. As ocasiões mais flagrantes para golo até ao apito final de Hélder Carvalho pertencem à equipa treinada por Hugo Oliveira, nomeadamente o remate ao poste de Roméo, já nos descontos.

Além de agravar a série negativa de resultados – são agora quatro os jogos sem ganhar para as cores preta e branca -, o resultado ditou o adeus definitivo à Europa e acentuou a contestação dos sócios ao desempenho vitoriano em campo, como se viu nas manifestações de desagrado no final do encontro e à saída dos jogadores do Estádio D. Afonso Henriques.

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