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Expansão da Cidade Desportiva prevê relvado com bancada para 300 pessoas

Redação
Desporto \ terça-feira, fevereiro 25, 2025
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Infraestrutura vai servir o râguebi do GRUFC, o futebol de formação do SARC e também a Escola Superior de Desporto do IPCA. Projeto reserva espaço para futuro pavilhão gimnodesportivo.

A construção de um relvado com bancada para 300 espetadores está no horizonte da área verde que confronta com o Parque da Cidade Desportiva, do outro lado da Alameda. A futura infraestrutura enquadra-se no projeto de expansão da área criada em 2001, com a inauguração do Multiusos de Guimarães, do Complexo Municipal de Piscinas e da Pista de Atletismo Gémeos Castro, apresentado nesta terça-feira, numa sessão do Observatório do Desporto da Câmara Municipal de Guimarães, realizada no Instituto de Design de Guimarães.

A cargo de Paulo Castelo Branco, arquiteto que foi técnico da Câmara Municipal de Guimarães até 2017 e que fundou, em 2019, a empresa moove arquitectos, vencedora do concurso público realizado há dois anos, o projeto ainda provisório abrange uma área de quase 30.000 metros quadrados e inclui um campo com dimensões de 100x70 metros, quatro balneários que se desdobram em oito, com capacidade para 100 atletas, um gabinete médico, um bar e restaurante.

O trabalho em curso garante ainda uma área técnica de confluência com o eventual pavilhão gimnodesportivo que ali pode nascer, embora esse equipamento esteja de fora da primeira fase do projeto. As valências em causa vão servir o Guimarães Rugby Union Football Club, o Salgueiral, clube dedicado ao futebol de formação, e a Escola Superior de Desporto, Bem-Estar e Sistemas Biomédicos (ESDBESB) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA).

“Na primeira fase de projeto, pedimos um conjunto com campo de jogo para râguebi, com dimensões para jogos oficiais, mas que permitisse um uso e uma dinâmica absolutamente fantásticos, subdividindo as áreas para treinos. Não havendo pavilhão, aquele espaço permite a prática do desporto escolar e amador, sem prejuízo do desporto profissional. Com este edifício aqui, que é um hipotético pavilhão gimnodesportivo ou sem isso”, realçou Paulo Castelo Branco.

 

 

Já Nélson Felgueiras vincou que o recinto vai servir principalmente o IPCA durante o dia e os clubes no horário pós-laboral, num projeto concretizado “numa lógica faseada de investimento”, sem comprometer a possibilidade de crescer com um pavilhão gimnodesportivo que pode servir coletividades com melhores condições face aos pavilhões escolares onde muitas delas treinam.

O projeto contempla ainda uma área arborizada a ladear o relvado e uma área de estacionamento de 60 lugares, que espelha a existente junto ao Parque da Cidade Desportiva.

Paulo Castelo Branco realça que uma das prioridades ao elaborar o projeto foi a de criar “um programa ambicioso a nível desportivo”, sem descaracterizar a memória daquele espaço e as suas características enquanto área verde, para promover a visitação dos cidadãos, o usufruto do espaço para quem caminha.

“Este terreno é quase um anfiteatro natural que se projeta quase até à estrada. Não é só um programa que se fecha sobre si próprio. Abre valências à Cidade Desportiva. É o fechar de décadas de ocupação”, reitera.

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