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“Falarei com o presidente da Câmara para a cedência do INATEL ao Vitória”

Redação
Desporto \ terça-feira, fevereiro 18, 2025
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Candidato da lista A defende articulação entre jogos nesse histórico pavilhão e jogos no estádio. Crê também que é preciso revolucionar vertente comercial para dotar as modalidades de mais receitas.

Em jovem, Luís Cirilo Carvalho jogou andebol no INATEL e quer ver aquele pavilhão reativado como anfiteatro para jogos das equipas principais de andebol ou basquetebol, principalmente nos dias em que há futebol no Estádio D. Afonso Henriques. O candidato defende também que o Vitória necessita de mais pavilhões para treino, até para poupar em custos de arrendamento, de mais condições para os desportos aquáticos e de “uma revolução” no departamento comercial e de marketing das modalidades.

 

Como olha para o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense. É uma infraestrutura com mais de 25 anos. Que necessidades tem? E que outras necessidades vê nas modalidades?

Não gosto do nome. Nunca percebi porque é que se tira o nome de Pavilhão do Vitória Sport Clube para lhe dar o nome de uma sociedade que já não existe e que não teve o papel na construção do complexo desportivo que lhe gostam de atribuir. Eu veria com bons olhos que o pavilhão se chamasse Pavilhão Gil Mesquita. Foi no tempo do presidente Gil Mesquita que começou a construção do complexo desportivo. Decidiram dar-lhe esse nome. O pavilhão parece-me em razoáveis condições. O Vitória precisa de pequenos pavilhões, sem bancadas, para que os escalões de formação das modalidades possam treinar. O Vitória gasta muitos milhares de euros por ano a arrendar pavilhões por todo o concelho e, às vezes, até fora do concelho. Há essa promessa da Câmara fazer dois pavilhões para as modalidades do Vitória SC. Isso permitirá aumentar a competitividade das nossas equipas.

 

Na reunião com Domingos Bragança, inteirou-se da situação do pavilhão na Escola João de Meira?

Não me parece que valesse a pena. Terá de ser com o Ricardo. Há outra questão que falarei com o próximo presidente da Câmara: a cedência do pavilhão do INATEL ao Vitória. Porquê? O INATEL é um pavilhão histórico de Guimarães, situado ao lado do estádio. Aí sim, com algumas obras, gostaríamos de fazer o que fazem os outros clubes: fazer coincidir jogos no Estádio D. Afonso Henriques com jogos das modalidades de pavilhão. Se a equipa de futebol joga às 18h00 no Estádio D. Afonso Henriques, porque não fazer um jogo de andebol às 16h00 no pavilhão? As pessoas vão ao pavilhão, veem o andebol, saem do pavilhão e vão ao futebol. Isso potencia a atração de adeptos para aquela zona da cidade. O voleibol não pode, mas o andebol e o basquetebol poderiam servir para conciliar com o estádio. Benfica, FC Porto e Sporting fazem isso com frequência.

 

“O Vitória precisa de pequenos pavilhões, sem bancadas, para que os escalões de formação das modalidades possam treinar. O Vitória gasta muitos milhares de euros por ano a arrendar pavilhões por todo o concelho e, às vezes, até fora do concelho”

 

A Tempo Livre já tem um projeto para ampliar o pavilhão. Equacionam contactar também a Tempo Livre?

Temos de falar com todos os interessados: a Câmara, a Tempo Livre, o INATEL. Se for possível, vamos por aí. Essas obras são precisas. É precisa uma nova bancada. A atual é pequena. Gostaríamos de fazer uma pequena cidade desportiva do Vitória, com estádio e pavilhão, sem prejuízo dos tais dois pavilhões de treino, das obras no complexo desportivo e do novo complexo. Em termos patrimoniais, há muito a fazer.

 

O polo aquático já reivindicou falta de condições, até na mais recente eliminatória europeia, em que o jogo como anfitrião se disputou no Porto. Vê a piscina devoluta como solução?

Faz-me confusão que Guimarães faça obras sem a dimensão necessária para se disputarem competições. O Vitória é um clube de topo no polo aquático. Nesta última época, não fomos campeões, mas fomos tetracampeões nacionais. Isso é algo que nos orgulha muito. Por outro lado, considero a natação uma modalidade estratégica na vertente competitiva e na vertente de manutenção. A natação traz muita gente para a sua prática, até por questões de saúde. O Vitória tem de apostar na natação. Estivemos por muitos anos nos Bombeiros. O espaço degradou-se ao ponto de entrar em obras. Teremos de pensar muito seriamente em lançar, no médio prazo, as bases para a natação e o polo aquático usufruírem de condições diferentes.

 

“É inconcebível ver uma equipa de basquetebol do Vitória a disputar taco a taco os quartos de final da Taça com a equipa do Benfica sem patrocínios nas camisolas. (…) Aí, não vou fazer uma reforma. Vou fazer uma revolução na área comercial e de marketing do Vitória”

 

Qual a proposta para a formação nas várias modalidades?

Temos de olhar para as modalidades de forma muito racional. Temos de perceber de que forma todas as modalidades do Vitória podem ter escalões de formação e prática feminina e masculina. Isso acontece no voleibol e no basquetebol. Não acontece no andebol e no polo aquático. É preciso criar condições no Vitória para dar apoio consoante o que as modalidades necessitam. Para mim, é inconcebível ver uma equipa de basquetebol do Vitória a disputar taco a taco os quartos de final da Taça com a equipa do Benfica sem patrocínios nas camisolas. O Benfica tem nas camisolas e nos fatos de treino. Claro que o Benfica tem uma dimensão que o Vitória não tem. Aí, não vou fazer uma reforma. Vou fazer uma revolução na área comercial e de marketing. Essa área tem de trazer receitas próprias para as modalidades. Todos os anos o departamento comercial e de marketing terá objetivos a cumprir para que as modalidades saibam, ao início de cada época, com o que podem contar. Há um mundo imenso a explorar. O Vitória é um emblema que vende. Temos de dar condições financeiras aos seccionistas para que as modalidades possam aspirar a formar melhor e a trazer jogadores criteriosamente que acrescentem. Se for assim, acredito que teremos mais títulos e mais taças.

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