skipToMain
ASSINAR
LOJA ONLINE
SIGA-NOS
Guimarães
04 maio 2026
tempo
18˚C
Nuvens dispersas
Min: 17
Max: 19
20,376 km/h

Guimarães quer estar “na linha da frente” com fábrica de satélites óticos

Redação
Economia \ segunda-feira, maio 04, 2026
© Direitos reservados
Câmara Municipal de Guimarães e CEiiA formalizaram contrato de comodato para a instalação da unidade na antiga Fábrica do Alto, que mereceu uma visita. Alemã OHB é parceira do CEiiA no projeto.

A assinatura do contrato de comodato entre a Câmara Municipal de Guimarães e o CEiiA marcou, esta segunda-feira, o arranque formal da primeira fábrica de satélites óticos do país, a instalar na antiga Fábrica do Alto, em Pevidém, onde já decorrem obras de reabilitação.

Após a visita à antiga Fábrica do Alto, que está a ser reconvertida num centro tecnológico ligado ao setor aeroespacial, as duas entidades formalizaram o acordo no salão nobre dos Paços do Concelho, no centro histórico de Guimarães.

“O que assinamos hoje é muito mais do que um documento. É um compromisso estratégico com o futuro de Guimarães e dos vimaranenses”, disse o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, durante a cerimónia.

Ciente de que o projeto liga “a memória industrial de Pevidém a uma nova geração de indústria”, o autarca vincou que o futuro em construção também abarca empresários e empreendedores vimaranenses. “Guimarães não quer ficar à margem dos setores que estão a redesenhar a economia e a soberania tecnológica do país e da Europa. Queremos estar na linha da frente”, disse.

Já o diretor executivo do CEiiA, José Rui Felizardo, enquadrou a nova fábrica na Estratégia Nacional para o Espaço. “Estamos a combinar conhecimento tecnológico, capacidade industrial e infraestruturas de teste, com um parceiro internacional como a OHB, reforçando a ambição de Portugal se afirmar como um dos países líderes na área do espaço na Europa”, salientou.

Também presente na cerimónia, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, realçou que o polo deverá ter “efeitos positivos em todo o tecido económico, atraindo novas empresas, startups e investimento” e frisou que “Portugal não quer ser espetador no setor espacial, mas um ator”. “A instalação de um polo com esta capacidade de inovação, talento e dinâmica empresarial terá efeitos positivos no tecido económico existente. Vai atrair novas startups, gerar investimento e colocar Guimarães no mapa de um setor global que, em breve, deverá ultrapassar um trilião de dólares”, destacou. 

Podcast Jornal de Guimarães
Episódio mais recente: #131 - O BRT e três projetos interrompidos pelo executivo de Ricardo Araújo