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Instituto de teranóstica reforça hospital e garante 63 empregos diretos

Redação
Saúde \ terça-feira, outubro 20, 2026
© Direitos reservados
Memorando assinado na sexta-feira entre várias entidades viabiliza investimento de 43 milhões de euros nessa área da medicina nuclear, utilizada em doenças como o cancro.

As instalações do Hospital Senhora da Oliveira, sede da Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULS Alto Ave), vão acolher o Instituto de Teranóstica do Alto Ave (ITAAVE), um projeto cujo investimento atinge os 43 milhões de euros e que prevê a criação de 63 postos de trabalho diretos e 20 indiretos, informou a Câmara Municipal de Guimarães, em comunicado emitido nesta segunda-feira.

A teranóstica é uma área da medicina nuclear que combina exames passíveis de identificar características específicas de uma doença com tratamentos dirigidos, procurando tornar a abordagem terapêutica mais precisa e personalizada, nomeadamente na área oncológica.

O investimento foi consagrado no memorando assinado na sexta-feira entre a ULS Alto Ave, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), o grupo ISOPOR, especializado em medicina nuclear e imagiologia molecular, e a Sociedade Avanço, empresa fundada em 1936 e especializada em equipamentos de radioterapia, radiologia e medicina nuclear, durante a quarta edição das Jornadas de Estruturação do Ecossistema Colaborativo e Multimodal em Saúde do Alto Ave, no Teatro Jordão.

Nessa cerimónia, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULS Alto Ave), Pedro Cunha, realçou que a futura infraestrutura pretende articular “diagnóstico, terapêutica, investigação, desenvolvimento e formação, reforçando a capacidade de resposta na abordagem de doenças como o cancro”. "É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde", realçou.

Já o presidente da Câmara Municipal de Guimarães considerou a saúde uma prioridade do executivo, no âmbito de um território cuja inovação científica contribua para melhorar a qualidade de vida das pessoas. "Não há desenvolvimento verdadeiramente sustentável sem comunidades saudáveis. Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas", disse Ricardo Araújo, sublinhando a necessidade de se "criar condições para atrair conhecimento especializado, gerar emprego qualificado e reforçar a projeção de Guimarães nas áreas da ciência e da inovação”.

A transformação do conhecimento produzido na região em melhores serviços, novas atividades económicas e maior valor acrescentando foi uma das mensagens que sobressaiu na intervenção de Álvaro Santos, presidente da CCDR-Norte, assim como a ideia de que nem toda a excelência científica tem de estar concentrada nas maiores cidades. “A excelência científica e tecnológica não tem de estar concentrada nos grandes centros urbanos", disse, enquadrando o ITAAVE numa visão mais equilibrada de desenvolvimento regional, alinhada com as prioridades da Estratégia Norte 2040.

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