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Jardim do Vila Flor volta a ter Manta. E o cartaz é sobretudo feminino

Redação
Cultura \ quarta-feira, julho 28, 2021
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Festival ao ar livre regressa a 10 e a 11 de setembro, com as atuações de Sílvia Pérez Cruz, de Mallu Magalhães e de um quarteto com um registo musical dedicado às crianças.

Após um 2020 em que ficaram esquecidas no guarda-roupa, as mantas voltam a estender-se sobre o jardim do Centro Cultural Vila Flor, reavivando um dos números que distingue o verão cultural de Guimarães desde 2006, com atuações de nomes como The National, Young Gods, Linda Martini ou Thurston Moore, fundador dos Sonic Youth.

A 14.ª edição do Manta explora os registos de compositores que deambulam entre a música e outros campos artísticos – a catalã Silvia Pérez Cruz -, que reúnem vários estilos sonoros sob o desígnio da música popular brasileira – Mallu Magalhães -, e de um quarteto que, através do som, veicula mensagens de teor ecológico e social para as crianças - Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Inês Sousa e Sérgio Nascimento.

O festival abre a partir das 21h30 de 10 de setembro, uma sexta-feira, com a voz e as guitarras de Sílvia Pérez Cruz, acompanhadas pelo contrabaixo de Bori Albero e do violino de Carlos Monfort. A artista vai apresentar o mais recente projeto, Farsa (género impossível), a partir da “inquietação sobre o que se mostra e o que realmente somos, nestes tempos em que o superficial é tão arrasador que o que se vê pode chegar a confundir-se com o que se escuta”, lê-se no comunicado da Oficina.

Treinada em piano clássico, saxofone clássico e canto-jazz, Silvia Pérez Cruz vai “atuar num formato intimista”, mais vocacionado para a música clássica e acústica”, com “um discurso mais direto e emocionante”, lê-se.

No segundo dia, o quarteto formado por Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Inês Sousa e Sérgio Nascimento atua a partir das 15h30 de 11 de setembro, um sábado, com os comentários da autora Isabel Minhós Martins. Através do som, os músicos vão evocar o desejo do Homem chegar sempre mais alto e mais alto para avisarem que há comportamentos que têm de ser travados: “não toleramos mais o racismo; queremos direitos iguais para homens e mulheres, bons cuidados de saúde para todos sem exceção, mais bibliotecas, a preservação das florestas, salários justos, horários humanos”, lê-se. Coproduzido pelo LU.CA – Teatro Luís de Camões, o concerto vai ser “uma viagem pelo tempo e pelo espaço”, pensada para a faixa etária mais jovem.

O encerramento está marcado para as 21h30, quando Mallu Magalhães subir ao palco. Na segunda passagem pelo CCVF, depois da aparição de 2015, com a Banda do Mar, a autora e produtora vai apresentar Esperança, o quinto álbum de estúdio, gravado ainda antes da pandemia. O trabalho conta com 12 temas escritos em português, espanhol e inglês, com referências ao jazz, ao blues, à tropicália e ao surf rock.

Todos os concertos têm entrada gratuita, até ao limite da lotação do espaço, e são dirigidos a maiores de seis anos de idade.

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