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JpG critica biblioteca da João de Meira. Câmara promete “edifício autónomo”

Tiago Mendes Dias
Educação \ quinta-feira, setembro 29, 2022
© Direitos reservados
Entre as insuficiências de outras escolas, Ricardo Araújo diz que a EB 2 e 3 não tem “biblioteca digna desse nome”. Câmara diz que serviço vai funcionar em “novo edifício”. Projeto está “pronto”.

Depois de criticar a demora quanto à requalificação da EB1 Agostinho da Silva, em Abação, Ricardo Araújo apontou falhas noutras escolas, nomeadamente a EB1 da Cruz d’Argola, em Mesão Frio, a EB 2 e 3 Arqueólogo Mário Cardoso, em Ponte, e a EB 2 e 3 João de Meira.

Quanto a esse último estabelecimento de ensino, o vereador da coligação Juntos por Guimarães (JpG) criticou sobretudo a demora quanto às obras no pavilhão e o estado da biblioteca, que, a seu ver, “não é digna desse nome”. “É inadmissível uma escola de referência de Guimarães não ter uma biblioteca compatível, condizente com o que temos no parque escolar e até com o seu próprio patrono. A biblioteca foi transformada numa sala”, acusou.

Domingos Bragança reconhece que o espaço atual “não é compatível com a dimensão da escola”, pelo que a EB 2 e 3 João de Meira vai dispor de um edifício próprio para a biblioteca. O projeto para a nova infraestrutura está “pronto, concluído”, com a vereadora responsável pela Educação a detalhar o que será feito. “Temos projeto para a parte de baixo. É um edifício autónomo. Discutiram-se os materiais, e a questão de se ter um auditório e um acesso externo”, frisou Adelina Paula Pinto.

Munido de biblioteca e de auditório, o novo edifício está desenhado para usufruto da comunidade, pelo está previsto igualmente um acesso externo à infraestrutura. O “coberto de ligação à escola” está, porém, a “levantar alguns problemas” junto da DGEstE.

 

Pavilhões, casas de banho, cozinha: as valências a que se apontam defeitos

Ainda na EB 2 e 3 João de Meira, o pavilhão foi alvo das críticas de Ricardo Araújo, por duas razões: o facto de não ter “as condições exigíveis para a prática desportiva” e a demora “em compatibilizar a solução que prevê duas naves, uma para a escola, outra para o Vitória. “Há um atraso na resolução do problema da escola. Não me parece justificável. Passou um ano e exige-se um compromisso temporal para a execução desta obra. O pavilhão está num estado que não é compaginável com a sua dimensão”, referiu.

O vereador social-democrata criticou ainda o facto de a Câmara escudar sempre os atrasos em “grandes intervenções”, mesmo quando se preveem inicialmente “pequenas intervenções”. Em resposta, o presidente da Câmara defendeu precisamente que é preferível esperar mais “tempo” para concretizar “obras estruturantes e de qualidade” – “elas levam tempo no conceito, no projeto e na obra” – do que as conseguir no “imediato”, mas só para “remediar”.

O projeto contempla duas naves, uma preferencialmente para a escola e outra preferencialmente para as modalidades de pavilhão do Vitória. “Uma serve a escola, outra o Vitória, mas há alturas em que as duas podem servir o Vitória e as duas a escola”, esclarece o autarca.

Já a vice-presidente, Adelina Paula Pinto, acrescentou que o projeto “está em fase de processo”, atribuindo alguma demora ao “processo participativo” em curso, com professores de Educação Física da EB 2 e 3 João de Meira a deslocarem-se à EB 2 e 3 das Taipas, o equipamento mais recente no concelho, para verificarem o que “tem de bom e o que pode ser melhorado”, e os professores da unidade taipense a deslocarem-se à João de Meira para darem sugestões.

Outro pavilhão visado por Ricardo Araújo foi o da EB 2 e 3 Arqueólogo Mário Cardoso: para o presidente da comissão política concelhia do PSD, as infiltrações e a humidade do equipamento impedem a prática normal da Educação Física. A vereadora para a Educação reconheceu que esse não é problema exclusivo daquela EB 2 e 3, já que, em Moreira de Cónegos, na EB 2 e 3 Virgínia Moura, outro edifício dos anos 90, houve uma “inundação recente”.

“O país tem um problema com a escola do segundo e do terceiro ciclo. Houve um esforço financeiro grande. Todas as EB 2 e 3 precisam de obras”, referiu a vice-presidente, esclarecendo que, antes das escolas dos anos 90, é preciso requalificar as da década de 80 – São Torcato, Pevidém e D. Afonso Henriques, em Creixomil.

Quanto à EB1 da Cruz d’Argola, o vereador social-democrata criticou a escassez de casas de banho para uma unidade com mais de 150 alunos e a dimensão da cozinha, pouco acima da “dimensão de um apartamento”. “Uma reabilitação da EB1 da Cruz d’Argola é fundamental no curto prazo. O presidente da Câmara concorda, mas não se compromete com a intervenção, com o valor com o prazo de execução”, acusa.

Adelina Paula Pinto reconhece que o edifício carece de uma melhor “manutenção”, fruto dos anos de funcionamento que já leva e o tornaram desatualizado; a cozinha, por exemplo, não cumpre as normas de funcionamento, pela falta de serviço de apoio aos tabuleiros. “Falta preencher necessidades que à data da construção não existiam. Tem a ver com a escola a tempo inteiro, das 07h00 às 19h00. Temos ainda de dotar os recreios com capacidade para os alunos, com um relvado sintético e um coberto”, adiantou.

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