Luís Pinto deixa Vitória após vencer Taça da Liga num trajeto oscilante
Contratado há nove meses para suceder a Luís Freire, Luís Pinto está de saída do Vitória SC, ao acordar a rescisão do contrato que o ligava ao emblema preto e branco até junho de 2027.
Termina assim um percurso marcado pela conquista da Taça da Liga, o terceiro troféu da história do Vitória, com o brilhantismo acrescido de três reviravoltas perante FC Porto, Sporting e Sporting de Braga, pela adoção de um novo sistema tático na pré-época (3x4x3), posteriormente revertido para o 4x3x3, pela indefinição do plantel nos primeiros meses de trabalho, face às saídas tardias no mercado de verão de jogadores como Tomás Händel, Tiago Silva ou Nuno Santos, e pela aposta em jovens que se evidenciou particularmente nos meses de dezembro e de janeiro, os melhores da temporada vitoriana.
O agora titularíssimo Noah Saviolo, o extremo de 18 anos Oumar Camara, um dos melhores marcadores da equipa, o lateral direito Tony Strata e Diogo Sousa ganharam espaço na equipa titular vitoriana durante a vigência da equipa técnica de Luís Pinto.
A aparente melhoria da equipa no final da primeira volta, que concluiu no sexto lugar, com 25 pontos, não teve sequência no começo da segunda. A equipa, é verdade, rubricou uma das melhores exibições da época na receção ao FC Porto, em que perdeu por 1-0, e esteve a vencer no Estoril Praia, antes de sofrer a reviravolta na segunda parte. A deslocação viria a saldar-se em nova derrota amarga, após a equipa estar a vencer por 2-0. Os dois últimos jogos, com Alverca (1-1) e Santa Clara (derrota por 2-0), presentearam os adeptos com duas das mais apagadas exibições da temporada, precedendo a saída da equipa técnica.
Após passagens por União de Leiria, Mirandela, Felgueiras, Real Massamá, Leça, Lusitânia de Lourosa, Fafe e Tondela, onde se sagrou campeão da Segunda Liga em 2024/25, Luís Pinto deixa o Vitória com um campeonato aquém da expetativa assumida pelo presidente António Miguel Cardoso – definiu o quinto lugar como objetivo mínimo -, mas como um dos três treinadores titulados na história do clube, a par de Geninho, que venceu a Supertaça em 1988, e de Rui Vitória, que conquistou a Taça de Portugal em 2012/13.