Luís Pinto quer exibição que orgulhe adeptos e diz que Beni pode ser opção
O foco e a consistência são ingredientes a que Luís Pinto habitualmente apela quando perspetiva qualquer jogo oficial do Vitória SC. No primeiro dia de 2026, ao projetar a receção ao Nacional, o último jogo da primeira volta da Liga Portugal Betclic, o técnico de 36 anos considerou necessário apresentar “mais critério” para rubricar uma exibição com “personalidade”, que possa orgulhar os adeptos que se desloquem ao Estádio D. Afonso Henriques, com a expetativa de uma entrada com pé direito no novo ano. Esse pedido dá-se, sobretudo, em comparação com o nulo no terreno do Casa Pia, na jornada anterior.
“A nível ofensivo, temos de encontrar espaços para entrar na estrutura adversária. Temos de ter mais critério do que no último jogo, sobretudo na primeira parte, em que tivemos muitas coisas boas. Temos de ter consistência nos nossos comportamentos. Na segunda parte, faltou-nos critério a todo o momento. Temos de ter capacidade para dar ao jogo que queremos. É um jogo que nos vai desafiar a ser proativos”, adiantou, na conferência de projeção ao desafio marcado para as 20h45, com arbitragem de André Narciso.
Convencido de que a equipa está mais madura em relação ao início da temporada, Luís Pinto admitiu que é preciso “criar mais perigo” para aumentar a média de golos marcados, de um por jornada – até agora são 16. “Queremos ter as sensações de maior proximidade à baliza adversária. Temos de trabalhar para conseguir melhorar. Os números traduzem isso. Gostávamos de ter mais golos marcados do que os que temos. Gostávamos de criar mais perigo”, acrescentou.
O treinador vitoriano referiu ainda que Beni Mukendi é, em princípio, uma das opções para a receção ao Nacional, após a seleção de Angola ser eliminada da Taça das Nações Africanas na terça-feira. Esse jogo vai exigir do Vitória “um nível altíssimo” perante um oponente forte no ataque à profundidade e sempre pronto para disputar a primeira e a segunda bola.
“O Nacional é uma equipa que, à imagem do Tiago, tem sido sempre muito capaz de, nas dificuldades, conseguir encontrar-se e criar um volume para aquilo que pretende. O Nacional disputa os jogos de forma total. À exceção do jogo com o Sporting [perdeu 4-1], o Nacional deixa os jogos em aberto até ao final. Temos de ser consistentes e de olhar para o nosso trabalho. É uma equipa forte nas bolas paradas, tem uma organização ofensiva muito interessante”, referiu.