Maior órgão histórico do Norte volta a ecoar em Guimarães com 15 concertos
Com "mais maturidade, consistência e ambição renovada", Guimarães volta a ecoar ao som do segundo ciclo de Concertos do Grande Órgão Histórico da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. Segundo o diretor artístico, José Carlos Azevedo, este "é um compromisso com a cidade, com a cultura e com a identidade da Nossa Senhora da Oliveira", garantindo diversidade, qualidade e proximidade com o público. Ao longo do ano, 15 concertos vão estar integrados no programa, com a participação de intérpretes nacionais e internacionais.
Do lado do munícipio, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, vê nesta parceria com a Igreja um pilar estratégico. "Temos de ser capazes de pegar naquilo que é mais identitário do nosso concelho para promovermos a programação cultural e artística", afirmou o autarca, destacando o papel deste "ativo valiosíssimo" na abertura da comunidade ao património religioso e histórico.
O grande momento da programação acontece a 25 de junho, com a interpretação da obra-prima de Johann Sebastian Bach, "Missa em si menor". O maestro Fernando Miguel Jalôto, que participou na apresentação a partir de Madrid, explicou que o público não ouvirá uma orquestra convencional: "Não vão ouvir instrumentos normais, mas sim instrumentos do século XVIII, cópias rigorosas que têm a capacidade de recriar a história". Este concerto será financiado pelo Município (cerca de 15 mil euros) e por outros patrocinadores.
Para o padre Paulino Carvalho, o futuro do festival está em crescimento. Além de os concertos apoiarem as obras da nova creche do Patronato da Oliveira, o pároco lançou um desafio: "O grande desafio que temos é pegar nos órgãos que existem aqui na cidade e restaurá-los. O sonho é bonito, mas é possível ser real".
O ciclo começa já este sábado, às 21h30, e domingo, às 16h30, com o concerto «Santa Maria» e o Coro Ançãble & Órgão. As entradas são gratuitas, sujeitas à lotação do espaço.