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Manifesto a pedir informação à direção do Vitória supera 100 assinaturas

Redação
Desporto \ terça-feira, abril 28, 2026
© Direitos reservados
Documento que partiu da iniciativa do sócio Diogo Baptista Antunes exige conhecimento da situação financeira a 31 de março, de compromissos contratuais ou de planeamento e tesouraria.

O manifesto de sócios a exigir informação financeira e jurídica à direção e à mesa da assembleia geral cessantes do Vitória SC atingiu as 109 subscrições em menos de 24 horas. “Trata-se de uma adesão totalmente orgânica, que reflete uma preocupação real e transversal entre associados quanto ao atual momento do clube e às condições em que será assumida a sua próxima liderança”, salienta o comunicado enviado às redações pelo associado n.º 2224 do Vitória e promotor da iniciativa, Diogo Baptista Antunes.

O sócio vincou ainda que o manifesto, “de natureza independente e sem qualquer enquadramento institucional ou interesse particular”, tem como “único objetivo salvaguardar o superior interesse do Vitória” e será remetido esta terça-feira ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Henrique Faria.

O documento solicita que seja facultada, em estrita igualdade de circunstâncias entre todas as potenciais listas concorrentes e “sob o devido acordo de confidencialidade”, documentação relativa às demonstrações financeiras consolidadas – clube e SAD – reportadas a 31 de março de 2026, devidamente auditadas e acompanhadas dos respetivos pareceres do Conselho Fiscal e Certificação Legal de Contas.

A iniciativa pede ainda o mapa da dívida agregada por interessados, distinguindo dívida financeira e não financeira, os contratos desportivos com fornecedores estratégicos, direitos de transmissão e patrocínios, esclarecendo se houve receitas antecipadas, o relatório atualizado de processos judiciais e fiscais em curso e ainda a demonstração previsional de fluxos de caixa até ao encerramento do exercício corrente – 30 de junho de 2026 – e até dezembro de 2026, identificando-se “as principais necessidades de liquidez e as fontes de financiamento previstas”.

O manifesto realça que o pedido de informação “não traduz desconfiança”, antes o oposto. “É um ato de confiança nas instituições do clube e na seriedade de quem as serve. É a convicção de que a dignidade com que se serve o clube se confirma na dignidade com que dele nos despedimos. E é a certeza de que o conselho fiscal, que publicamente se comprometeu a reforçar a sua missão de supervisão, encontrará neste pedido a continuação desse compromisso”, lê-se.

“Ser vitoriano é, antes de tudo, uma forma de estar. É lealdade sem subserviência. É amor traduzido em responsabilidade. E a responsabilidade, nesta hora, chama-se transparência. Na sua história, o Vitória atravessou momentos mais difíceis do que este, e de todos saiu maior, porque em todos houve sócios à altura da causa. Que esta hora não seja exceção. Que dela saíamos com um clube mais sólido, mais coeso e mais respeitado, porque foi conduzido com a seriedade que o Vitória merece”, conclui o documento.

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