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Minha Poetry Slam está de volta. Ramada é abrigo face à previsão de chuva

Redação
Cultura \ segunda-feira, outubro 23, 2023
© Direitos reservados
Agendada para a Plataforma das Artes, a segunda edição do campeonato de poesia falada, com 15 participantes que só podem recorrer ao corpo e à voz, realiza-se sábado, no espaço coberto da Ramada.

O Minha Poetry Slam emergiu na cidade-berço no ano passado, num dia de verão em que a poesia falada ecoou pela Plataforma das Artes e pelas paredes do antigo mercado, e regressa no próximo sábado, com caras já conhecidas e outras novas, novos textos… e um outro cenário. A praça coberta da antiga fábrica de curtumes da Ramada, em Couros, vai ser o palco do segundo campeonato da palavra falada na região Minho.

“Devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, o evento, que ocorreria nas dependências externas da Plataforma das Artes, agora muda-se para a área coberta que pertence ao Bar da Ramada/Escola de Design da UMinho”, lê-se no comunicado emitido pela organização.

Apoiado pela Direção-Geral das Artes, o Minha Poetry Slam começa às 19h00, com mais participantes inscritos do que em 2022. Depois de uma primeira edição com oito poetas convidados e sete inscritos, a segunda reúne duas convidadas - a portuguesa Li Alves e a angolana Jorgette Dumby – e ainda 13 inscritos, oriundos de França, Brasil, Angola e Portugal, entre os quais o vimaranense Iago Moura Mota.

Divulgadas na página oficial na rede social Instagram, as regras do campeonato indicam que o evento pode acolher 15 concorrentes, tendo cada um deles três minutos para dizer ou ler um poema da sua autoria, recorrendo apenas ao corpo e à voz; adereços, cenários ou instrumentos musicais são proibidos. Escolhidos aleatoriamente na plateia, os jurados atribuem notas entre zero e dez. Os sete concorrentes com melhores notas na primeira ronda passam à meia-final e os dois melhores da meia-final disputam a final. Como houve uma desistência de última hora, há uma vaga open mic para qualquer pessoa que deseje apresentar um poema na hora.

“O objetivo do evento, que neste ano se consolida na agenda cultural da cidade, é utilizar a literatura para promover ocupação do território, resgate da oralidade, estímulo à performance e à democratização do acesso à produção artística, bem como dar a conhecer ao público vimaranense novos nomes da produção literária em Portugal”, acrescenta o comunicado da organização, constituída pelas programadoras culturais Manuella Bezerra de Melo (direção artística), Hannah Bastos (gestora de produção) e Carol Bampa (produtora executiva).

Além da competição com arranque marcado para as 19h00, na Ramada, o Minha Poetry Slam propõe ainda o workshop Palavra Falada, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, com a slammer Maria Giulia Pinheiro – conduziu o campeonato de 2022 – e e DJ Pati Sol, na animação do evento a cada intervalo.

Criado nos Estados Unidos, na década de 80, o slam – poesia falada – costuma estar associado às margens, àquilo que “não está no centro ou que não é chamado de centro pela noção hegemónica”, especifica o comunicado. O fenómeno tem hoje um circuito estabelecido, que culmina no apuramento para o campeonato do mundo, que decorre em Paris.

Tradicionalmente esta atividade tem relação com às margens, com aquilo que não está no centro, ou que não é chamado de centro pela noção hegemônica. Em Portugal, há alguns anos, os Slams ganharam força e contam com um circuito estabelecido que classifica para a Copa do Mundo de Slam, em Paris. Esta é a segunda vez que o evento realizar-se-á na cidade berço, e o objetivo é manter o evento na agenda oficial da cidade para consolidar a cultura da poesia falada de modo que esta linguagem possa vir a se tornar parte da rotina cultural e da agenda, oportunizando acesso a uma tradição literária dissonante e potente, onde a poesia não é uma exclusividade de poucos, mas uma possibilidade para todas as pessoas.

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