
Ministra da Cultura afirma intenção de apoiar CIAJG com 300 mil euros ano
Presente em Guimarães para a assinatura dos protocolos de reabilitação do Padrão de D. João I e da Igreja de Santa Marinha da Costa, a ministra da Cultura defendeu que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) merece um financiamento regular do Estado, como equipamento que é legado da Capital Europeia da Cultura de 2012.
Embora tenha dito que não pode submeter um projeto nesse sentido, uma vez que o Governo liderado por Luís Montenegro se encontra em gestão, após a dissolução da Assembleia da República com vista às Eleições Legislativas de 18 de maio, Dalila Rodrigues prometeu sinalizar esse compromisso ao próximo Governo.
“Infelizmente, estamos em gestão. Não posso desenvolver um projeto, mas a ideia é que este centro internacional em Guimarães beneficie de um apoio anual fixo, que possa ser dinâmico no futuro, tal como as fundações sediadas em Lisboa e no Porto beneficiam. Resultou de Guimarães, Capital Europeia da Cultura”, realçou, em declarações aos jornalistas. A governante indicou até o valor: 300 mil euros.
Motivo de sucessivas reivindicações de financiamento estatal ao longo da última década, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães apenas beneficiou de apoio do poder central num ano: foram precisamente 300 mil euros, em 2018.
A responsável pela tutela da Cultura vincou ainda que o seu ministério “não se esquece da criação contemporânea” e que os apoios nesse sentido não se podem limitar ao eixo Lisboa-Porto.
“É com esse propósito do CIAJG que assumiremos o compromisso sinalizado, para quem venha a exercer a área governativa. O CIAJG não pode deixar de ter apoio do Estado, à semelhança de Serralves, da Casa da Música, do Centro Cultural de Belém. Tem de se ir além do eixo Lisboa-Porto. O conceito do Ministério da Cultura como torre de marfim chegou ao seu termo”, vincou.