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Misericórdia: lista A quer consulta 24 horas e lista B fundo de emergência

Redação
Sociedade \ quarta-feira, janeiro 28, 2026
© Direitos reservados
Listas candidatas às eleições para a Misericórdia, em 31 de janeiro, já publicaram programas. Lista A defende ainda cohousing sénior e informatização. Lista B promete cadastro dos prédios.

As candidaturas aos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, cuja assembleia geral eleitoral está marcada para sábado, já divulgaram os respetivos programas.

A criação de novos serviços de saúde, entre os quais a cirurgia de ambulatório, as consultas externas e a consulta aberta 24 horas por dia através de “parcerias estratégicas” e a rentabilização das camas existentes no Convento de Santo António dos Capuchos, em articulação com a Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAAVE), o setor privado e as convenções médicas, sobressaem entre as propostas da Lista A, encabeçada por Cristina Cepa Carvalho, cujo programa foi divulgado na noite de segunda-feira, através das redes sociais.

Também disponível nas redes sociais desde terça-feira, o programa da Lista B, liderada por Laurinda Lemos, inclui a criação de um fundo de emergência a partir de 5% do valor da receita garantida com a consignação do IRS para “responder a situações urgentes e socialmente relevantes, sempre após análise rigorosa e fundamentada”. Estas iniciativas constam de dois documentos que incluem medidas para os vários eixos de atuação.

 

Apoio à terceira idade

No apoio à terceira idade e na inclusão social, a lista de Cristina Cepa Carvalho propõe novas camas em Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), a nascer no edifício projetado para o terreno entre o Convento de Santo António dos Capuchos e o campus de Azurém da Universidade do Minho, novas respostas sociais, ajustadas às “reais necessidades de cada freguesia”, com foco no apoio domiciliário, a criação do serviço de cohousing sénior, para promover o envelhecimento ativo e a autonomia, e a criação de um programa de voluntariado jovem e intergeracional.

Já a candidatura de Laurinda Lemos propõe o “reforço e valorização do apoio domiciliário”, “a melhoria global das instalações das ERPI” e a criação de mais camas para responder às necessidades da população envelhecida do concelho.

 

Saúde também com propostas

Quanto à saúde, se a lista A propõe a rentabilização das camas e os novos serviços, como a cirurgia de ambulatório, as consultas externas e a consulta aberta 24 horas por dia, a lista B defende a instalação de novos serviços de saúde “complementares ao SNS e às respostas sociais existentes”, a requalificação do espaço envolvente aos serviços já prestados pela Misericórdia e a captação de financiamento público e privado para não comprometer “a sustentabilidade da instituição”.

 

Valorização cultural também incluída nos programas

No que respeita ao culto e ao património, a lista de Cristina Cepa Carvalho, que tem como mandatário o ainda provedor Eduardo Leite, propõe “o reforço da vida litúrgica e das grandes celebrações da Misericórdia”, a melhoria da comunicação entre os irmãos, a conclusão das obras já adjudicadas, a dinamização de parcerias para a requalificação de edifícios e a rentabilização de imóveis devolutos ou subaproveitados. A candidatura de Laurinda Lemos preconiza o “cuidado permanente do património histórico e religioso”, o “alinhamento do culto com os valores fundadores da Misericórdia”, a “valorização cultural e patrimonial como fator de ligação à comunidade” e a criação de um cadastro de prédios rústicos e urbanos.

 

Menções à sustentabilidade ambiental e financeira

Os designados recursos humanos também estão integrados nos programas: a lista A promete implementar “um sistema efetivo de meritocracia”, “valorizando o desempenho e a progressão interna” e a promoção de ações regulares de team building para reforçar o “espírito de equipa”, enquanto a lista B ambiciona promover “uma cultura de motivação, reconhecimento e envolvimento”, onde “cada colaborador se sinta parte da solução e nunca do problema”, “um sistema de avaliação contínua, justo e mensurável” e a aposta “na formação contínua e no bem-estar profissional”.

A sustentabilidade ambiental e financeira consta igualmente dos programas: a candidatura de Cristina Cepa Carvalho defende o “reforço da sustentabilidade financeira, através de uma gestão rigorosa e do aproveitamento dos programas de financiamento nacionais e comunitários”, a integração da sustentabilidade ambiental como “eixo estratégico”, alinhado com a Guimarães 26 – CVE, e a redução da pegada ecológica, enquanto a lista de Laurinda Lemos sugere o aproveitamento sistemático de fundos comunitários e programas de financiamento social, o desenvolvimento de novos projetos sociais sustentáveis – dá o exemplo da Unidade de Cuidados de Longa Duração – e a gestão rigorosa e transparente dos recursos financeiros, além de mencionar a sustentabilidade ambiental noutro eixo programático, com menções à eficiência energética e à economia circular na senda da CVE.

 

Uma instituição com mais de 500 anos

A lista A promete ainda o reforço da marca Misericórdia de Guimarães, com uma “imagem mais apelativa e moderna”, a criação de uma newsletter periódica, o reforço da informatização e da gestão documental digital, a reativação do Conselho Consultivo e a manutenção do certificado de qualidade, bem como da gala anual.

Além das designadas “áreas estruturais”, a lista B promete ainda “boa governação”, com “comunicação clara e prestação de contas aos irmãos e à comunidade”, inovação social, com novas respostas para novas necessidades sociais, e proximidade à comunidade.

Oficialmente fundada em 1511, a Santa Casa da Misericórdia de Guimarães dá hoje respostas no campo da ação social, através de várias instalações, localizadas no centro da cidade, em Urgezes e em Donim, tutela vários exemplares de património vimaranense, como a Igreja da Misericórdia, o Convento de Santo António dos Capuchos ou a Casa de Recolhimento das Trinas, e também atua no campo da oferta cultural.

As eleições para o quadriénio 2026-29 vão-se desenrolar depois de o ainda provedor, Eduardo Leite, ter renunciado à função, em virtude de ter assumido os pelouros da saúde e da ação social como vereador municipal, eleito nas Autárquicas de 12 de outubro.

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