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"Teremos de estar no limite de tudo: da concentração, do foco, da coragem"

Redação
Desporto \ sexta-feira, março 17, 2023
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Treinador vinca que os seus jogadores têm de ser "rigorosos", sob a crença de que é possível fazer "diferente" da maioria das equipas que visitaram o Estádio da Luz, em Lisboa, nesta época.

O Vitória tem de jogar “no limite” para pontuar frente ao Benfica, em jogo da 25.ª jornada da Liga Bwin, marcado para as 18:00 de sábado.

Ciente de que a partida se reveste de “dificuldades”, quer pelo momento que a formação ‘encarnada’ atravessa, com oito triunfos consecutivos para o campeonato, quer pelo “ambiente” que espera os vitorianos no Estádio da Luz, o ‘timoneiro’ de 41 anos vincou que é “possível” alcançar “algo de positivo”, ou seja pontos.

“Olhamos para o jogo de amanhã [sábado] com a ideia de fazer algo diferente. À exceção do Paris Saint-Germain e do Sporting [que empataram], todas as outras não conseguiram pontos. (…) É difícil, mas vamos com a convicção de que é possível pontuar. Teremos de estar no limite de tudo: da concentração, do foco, da coragem e da entreajuda”, afirmou, na conferência de antevisão ao jogo marcado para as 18:00.

O técnico realçou que os seus pupilos necessitam de “coragem” nos momentos com bola, para terem momentos de “ataque organizado” e tentarem “fazer correr o Benfica”, e de serem “rigorosos” sem ela, estando à altura da “responsabilidade” de representar o Vitória.

“Há duas formas válidas de preparar estes jogos: uma a de tirar pressão e a de dizer que a responsabilidade é do Benfica. Mas vamos para o Estádio da Luz para competir, com responsabilidade por causa do clube que representamos. Vamos jogar desta forma”, prometeu.

Face à lesão de Ibrahima Bamba, Moreno vai ter de mudar o ‘onze’ que alinhou na derrota caseira com o Arouca (2-0), mas mostrou-se confiante de que o substituto irá “fazer bem” o que lhe foi pedido, num conjunto preparado para alterar de sistema ao longo do desafio.

“Há coisas mais importantes na equipa do que os sistemas táticos. Nos 90 minutos, haverá momentos em 5x4x1, em 3x4x3 ou em 4x3x3. Os nossos atletas têm a inteligência para perceber onde possa estar a bola”, disse.

O treinador vitoriano considerou ainda que a equipa técnica do Benfica, liderada por Roger Schmidt, tem demonstrado “muita competência” ao longo da época, ao montar uma equipa que ataca com muitos elementos, mas “quase sempre” está equilibrada quando perde a bola.

“[O Benfica] tem um conjunto de coisas tão diferentes e tão boas que cria muito desconforto aos adversários. Os laterais dão muita largura e profundidade, os médios dão muita chegada, e o Benfica ataca com muitos homens. E tem um atleta de que se fala pouco, que dá um equilíbrio incrível, que é o Florentino. No momento de perda quase sempre está equilibrado”, vincou.

O treinador realçou ainda que o prémio de melhor treinador do mês de fevereiro da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, atribuído ao seu treinador adjunto João Aroso, é um prémio de “toda a equipa técnica”, mas também dos atletas, entre os quais o médio Dani Silva, que renovou com os vimaranenses até 2027 nesta quinta-feira e é o “grande responsável” por se afirmar na equipa principal.

“Há dois anos, não era titular da equipa B. O grande mérito é do Dani. Claro que a equipa técnica tem responsabilidade no desempenho dele, mas ele é o grande responsável. E tem a sorte de estar ao lado de atletas que o ajudaram a crescer. Atingiu o nível que atingiu, porque tem ao lado o Tiago Silva e o André André ou atrás o Mikel e o Bruno Varela”, frisou.

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