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Na hora de sair, Cardoso crê que deixa Vitória “a salvo de turbulência”

Redação
Desporto \ terça-feira, junho 23, 2026
© Direitos reservados
Prestes a deixar a SAD, o dirigente realça os jogadores valorizados nos seus quatro anos como presidente e os ativos com potencial de valorização, que aproximam o Vitória da independência financeira.

Após cessar funções no Vitória SC na sexta-feira, com a tomada de posse de Rui Rodrigues como novo presidente, António Miguel Cardoso deixa a presidência do conselho de administração da SAD na quinta-feira, com a assembleia-geral que vai eleger o novo conselho de administração.

Na hora da despedida, o dirigente considera que o universo vitoriano está “mais forte, mais valorizado e mais preparado para o futuro” do que em 2022, quando assumiu a SAD com “passivo elevado e sem direitos televisivos”.

“A rota que traçámos deixou o Vitória SC sempre a salvo de momentos de turbulência ou de acidentes irremediáveis e, para a próxima época, o caminho também já estava traçado: potenciar as sementes lançadas na equipa B e na formação, reforçar a estrutura com qualidade e consolidar definitivamente a independência financeira do clube, reduzindo a dependência de parceiros”, escreveu, numa nota de imprensa enviada às redações esta quinta-feira.

Cardoso enaltece sobretudo a valorização de jogadores ao longo dos últimos quatro anos e os atletas do plantel com potencial de valorização, nomeadamente Oumar Camara, Tony Strata, Mitrovic, Alioune Ndoye, Thiago Balieiro e Beni Mukendi.

“Sempre acreditámos que a única forma de garantir a independência do Vitória era através de uma estratégia desportiva forte, sustentável, com o claro objetivo de semear para colher. Deixámos, por isso, um plantel competitivo, com ativos valorizados e vendáveis”, acrescentou.

O ainda presidente da SAD lista ainda os nomes de vários elementos oriundos da formação que integram a equipa principal e a equipa B, como Gonçalo Nogueira e os campeões mundiais sub-17 Zeega e Santiago Verdi, para defender que existe hoje “um verdadeiro elevador entre a formação e a equipa principal”.

Após três apuramentos consecutivos para a Liga Conferência no seu primeiro mandato, entre 2021/22 e 2023/24, o Vitória falhou novo acesso às provas da UEFA no final da época 2024/25, a seu ver marcada “por sucessivos erros de arbitragem”, o que motivou a administração a iniciar um novo ciclo desportivo para 2025/26, assente em jogadores jovens, para a SAD “manter-se estável financeiramente”.

Apesar do nono lugar na edição mais recente da I Liga, António Miguel Cardoso crê que o único ano do segundo mandato foi “amplamente compensador”, pela conquista da Taça da Liga, pela subida da equipa B à Liga 3 e pela subida da equipa feminina à liga principal.

De saída do emblema de Guimarães após se ter oficializado a demissão da sua direção em 14 de abril, na sequência de uma promessa de saída caso a equipa se classificasse abaixo do quinto lugar na I Liga, o que aconteceu, António Miguel Cardoso pede ainda “estabilidade, ambição e união” sob a direção de Rui Rodrigues, seu antigo vice-presidente, entre 2024 e 2026.

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