Nas Aves, Moreirense voa em pleno para o regresso às vitórias
Novo ano, regresso aos triunfos: o Moreirense FC quebrou enfim a série de cinco jogos sem vencer que o atormentava desde 2 de novembro com uma vitória categórica na deslocação ao reduto do vizinho AVS. A equipa de Vasco Botelho da Costa impôs-se com autoridade não por criar um tremendo volume de oportunidades ao longo dos 90 minutos, mas pelo equilíbrio patenteado nos vários momentos do jogo. Trajado de verde escuro, o conjunto de Moreira de Cónegos deu sempre a impressão de controlar todas as incidências. Os golos que selaram o 2-0 no encontro da 17.ª jornada da Liga Portugal Betclic materializaram-se como que o corolário natural do desenrolar do jogo.
Longe da tensão dos antigos dérbis da Estrada Nacional 310, contra o velho Desportivo das Aves, os cónegos apresentaram-se em Vila das Aves seguidos por um bom contingente de adeptos e iguais a si próprios no relvado. O onze delineado por Vasco Botelho da Costa acarretava novidades, contudo: após uma pausa competitiva de 14 dias, o treinador entregou a titularidade na lateral esquerda a Álvaro Martínez e apresentou um meio-campo inédito, com Rodrigo Alonso a jogar pela primeira vez de início, ao lado de Stjepanovic e de Alanzinho.
O impacto do espanhol ex-Villarreal sentiu-se prontamente, com o Moreirense a ganhar precisão na circulação de bola na metade adversária do campo. Essa pressão sobre a baliza adversária entre os minutos oito e 12, com uma incursão do AVS à baliza cónega pelo meio, culminou no golo inaugural: depois de negar o golo a Schettine com uma bela defesa, Simão Bertelli ficou mal na fotografia, ao deixar passar por debaixo do corpo uma bola pontapeada com força por Diogo Travassos.
Em vantagem, o Moreirense organizou-se em terrenos mais recuados para conter a (ténue) reação avense. Fê-lo com sucesso e entrou para a segunda parte em vantagem. A formação treinada por João Henriques parecia apresentar outra face no início da segunda metade, expressa em algumas movimentações no trio da frente, mas o Moreirense esvaziou esse ímpeto com sentido de oportunidade e eficácia. Quando o cronómetro assinalava o minuto 50, Stjepanovic atirou de fora da área para defesa incompleta de Bertelli, e Rodrigo Alonso teve sentido de oportunidade para aparecer no sítio certo e assistir Schettine para o golo que encerrou as contas.
A partir daí, o AVS teve brio, correu muito e testou a atenção de Caio Secco num trio de situações, mas sem aquela sensação de ameaça que fizesse perigar a vantagem do Moreirense. A festa dos adeptos cónegos, bem audíveis em certas fases, estendeu-se para lá do apito final. O Moreirense sobe, afinal, ao sétimo lugar, com 24 pontos, e pode ainda encerrar a primeira volta em igualdade pontual com o quinto classificado, Sporting de Braga. Para isso, precisa de vencer na receção ao Tondela, marcada para 11 de janeiro, relativa à 16.ª jornada.