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Oposição pede feira do livro. Câmara admite realizá-la, mas “diferente”

Tiago Mendes Dias
Política \ sexta-feira, julho 22, 2022
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Ricardo Araújo diz que é necessário para celebrar a “tradição literária” associada a Guimarães. A vereadora da Educação concorda com a feira, mas a pensar em pequenas editoras ou temas específicos.

No debate sobre o panorama cultural de Guimarães, aflorado na reunião de Câmara desta quinta-feira, um dos vereadores da coligação Juntos por Guimarães, Ricardo Araújo, lamentou a inexistência de uma feira do livro num território que costuma vincar a aposta na cultura, ainda para mais com a “tradição literária” que lhe está associada, com nomes como o de Raul Brandão.

“O nosso calendário cultural deveria ter uma feira do livro. A Câmara deveria pensar numa iniciativa deste género. Guimarães tem tradição literária. Consideramos que esta é uma iniciativa de promoção da literatura e dos autores”, realçou o vereador.

Confrontados com a sugestão, os vereadores com os pelouros da Cultura e da Educação ofereceram pontos de vista diferentes em relação ao tema; responsável pela Cultura, Paulo Lopes Silva salientou que Guimarães tem “um grande festival literário” em março, o Húmus, integrado “numa rede de festivais literários do país”. Disse ainda que a Câmara Municipal de Guimarães “não tem de fazer tudo o que os outros fazem”, após Ricardo Araújo ter apontado a Feira do Livro de Braga, realizada neste mês de julho, como exemplo de sucesso.

Adelina Paula Pinto enalteceu igualmente o papel do Húmus no calendário cultural de Guimarães, mas reconheceu a necessidade de uma feira do livro, algo que já estava a ser equacionado antes da pandemia de covid-19. Ainda assim, a vereadora para a Educação defende que, a concretizar-se, o evento deve ser “diferente” face aos que decorrem noutras cidades.

“Temos de mostrar as pequenas editoras, ao invés das grandes, ou de organizar de forma temática. Temos de fazer diferente, até numa ótica de promoção da leitura e das escolas”, defendeu a vice-presidente da Câmara.

 

Centenário de Santos Simões preparado com associações

Ricardo Araújo lembrou ainda o centenário do nascimento de Joaquim Santos Simões, que se assinala a 12 de agosto de 1923, para exigir uma comemoração à “altura” do peso que teve no tecido social, cívico e cultural vimaranense. “Celebrar Santos Simões é celebrar a intervenção cívica e cultural, a liberdade e a democracia”, referiu o vereador da coligação Juntos por Guimarães (JpG) e antigo presidente do Círculo de Arte e Recreio (CAR), uma das associações vimaranenses com a marca do antigo professor de matemática, encenador de teatro, dirigente associativo e interveniente no combate ao Estado Novo.

Paulo Lopes Silva adiantou que a Câmara já se reuniu com as várias associações que tiveram o dedo de Santos Simões – CAR, Cineclube de Guimarães, Convívio ou Sociedade Martins Sarmento – para assinalar os 100 anos do seu nascimento “condignamente”.

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