Os “fantasmas” da fábrica inspiram exposição do artista Pedro Bastos
A intenção de evocar a memória associada ao espaço fabril devoluto que encontrou na rua da Liberdade, reavivado como ateliê, inspira “Trabalho Refundido”, exposição de Pedro Bastos que estará patente no Palácio Vila Flor a partir de sábado, com inauguração marcada para as 16h00, até 11 de abril, numa coprodução da cooperativa municipal A Oficina e da plataforma Guimarães Project Room.
A “vontade de preservar a memória, enquanto esta tende para o seu apagamento”, realça o artista, citado pela nota de imprensa d’A Oficina, norteia uma mostra que inclui pinturas sob diferentes suportes (chapas de metal, papel Kraft, a parede da galeria) e imagens em movimento. O ponto de partida para a criação foram a ferrugem e a sujidade encontradas na fábrica esquecida, “um lugar de sombras e fantasmas deste território”, numa alusão à história fabril de Guimarães. “Cada tentativa da sua recuperação [da memória da fábrica] é como uma refundição dela mesma”.
Esta exposição é acompanhada por um programa público (com entrada gratuita até ao limite da lotação) que estabelece um arco desde a abertura até ao encerramento. Após a inauguração, na tarde de sábado, o artista e realizador vimaranense marca presença numa visita guiada pela exposição, às 11h00 de domingo, 25 de janeiro, e abre espaço para as conversas informais “Habitar o espaço”, todas as sextas-feiras, entre 30 de janeiro e 6 de abril.
O encontro com Pedro Bastos no seu ateliê está agendado para 7 de fevereiro, sábado, às 16h00, seguindo-se, duas semanas depois, a performance “Ave rara – noites de insónia oferecidas a quem não pode dormir”, no Palácio Vila Flor. A conversa de encerramento da exposição decorre a 11 de abril, um sábado, às 16h00.