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Pedro Pinto, o jovem ciclista solitário que sonha com o Tour

Bruno José Ferreira
Desporto \ sexta-feira, fevereiro 23, 2024
© Direitos reservados
Depois de cumprir a formação em várias equipas do distrito, vimaranense de 19 anos chega à Efapel, uma das principais equipas do pelotão nacional, quer evoluir e sonha com a maior prova velocipédica.

A vestir de laranja na época que se está a iniciar, o vimaranense Pedro Pinto, de apenas 19 anos, vai integrar a equipa sub-23 da Efapel, um dos principais símbolos do pelotão nacional. Uma “nova etapa” na carreira, com a perspetiva de “melhores condições para seguir os sonhos” que possui na modalidade. Natural de Pevidém – mas a viver na Costa –, foi em São Torcato que Pedro Pinto começou a dar as primeiras pedaladas mais a sério, recorda ao Jornal de Guimarães.

Começou a andar de bicicleta desde tenra idade, no quarteirão ao pé de casa, mas os pais perceberam que passava muitas horas com a companheira de duas rodas - “muitas vezes sozinho” -, pelo que seria melhor cultivar esse gosto num ambiente controlado. Inscreveu-se na equipa BTT Torcatense. “Comecei a ter mais técnica, a ganhar ainda mais gosto pela bicicleta, a aprender novos caminhos, a ver novas cores, novas equipas, novas bicicletas”, conta Pedro Pinto. Foi uma espécie de rastilho para uma aventura no ciclismo, ainda curta, mas com margem de crescimento.

Passou depois pela equipa CRC Garbo, de Famalicão, dando ainda mais força ao “desejo de fazer do ciclismo profissão”, algo que nessa fase “nem se colocava como hipótese”. A evolução levou-o a que a tal ambição ganhasse contornos de realidade, pelo menos hipotética, quando ao dar o salto para o escalão de cadetes, com 15 anos, teve de mudar de equipa. A ACR Roriz, de Barcelos, foi a oportunidade de “fazer estrada e conhecer a modalidade de forma mais aprofundada”. Começou a participar nas provas regionais, conseguindo a primeira vitória em estrada.

Até que, volvidos quatro anos e ao passar para o escalão sub-23, surgiu nova necessidade de mudança. A ACR Roriz já não dispunha desse escalão e foi aí que se mudou para a Fonte Nova, equipa onde cumpriu a época transata, que “correu bem”. “Foi uma época muito positiva. O primeiro ano sub-23 nunca é fácil, mas consegui acabar com um terceiro lugar na juventude no Grande Prémio Jornal de Notícias. Fiquei bastante contente com a minha evolução e espero que este ano também seja assim, de progressão”, dá conta Pedro Pinto.

 

“Motivação” para as novas provas

Ainda a desenvolver as suas capacidades, mas com apetência para contrarrelógio e para subida, segue-se uma aventura na Efapel, “uma equipa que faz provas internacionais e dá mais visibilidade”. A iniciar uma realidade competitiva mais exigente, o vimaranense afirma-se “motivado”: “Já tenho o calendário para a primeira metade do ano, com provas bastante boas. Treinamos para correr. Quando as provas são do nosso agrado, ainda temos mais motivação para treinar”, complementa.

A longo prazo, Pedro Pinto tem o sonho de “quem sabe, participar numa grande prova, como a Volta a França, que é o que todos os ciclistas gostariam”. Para já, foca-se na nova temporada, que já está a preparar, envergando uma das principais camisolas do ciclismo nacional.

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