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Portugal “precisa de crescer”: Iniciativa Liberal apresenta 98 propostas

Bruno José Ferreira
Política \ sexta-feira, janeiro 21, 2022
© Direitos reservados
Partido criado em 2017 tem o seu líder, João Cotrim Figueiredo, como único deputado. Ambição é alargar o leque para cinco representantes. O vimaranense Paulo Gonçalves Silva é o número 3 em Braga.

Pela segunda vez na sua história a Iniciativa Liberal (IL), partido fundado em 2017, apresenta-se como alternativa nas eleições legislativas. Com direito a acento parlamentar, através do seu líder, João Cotrim de Figueiredo, a IL indica como principal lema do seu programa “Portugal precisa de crescer.

Entende a força partidária liberal que “duas décadas de estagnação e de marasmo social colocaram Portugal na cauda da europa”, razões que levam a IL a apresentar um programa que contempla quase uma centena de propostas, mais precisamente 98, que considera essenciais para o crescimento do país.

Estas propostas sustentam-se em cinco pilares fundamentais. A primeira é “pôr Portugal a crescer”, “com menos impostos e maiores salários líquidos”. O segundo pilar passa por “devolver o poder às pessoas”, através de uma maior “liberdade de escolha na educação e um sistema de saúde que funcione quando é preciso”.

O combate à corrupção surge em terceiro planto, sendo pedida uma “reforma na justiça e mais transparência no estado”, e como quarto ponto a Iniciativa Liberal pretende “aproximar o poder das pessoas” com “descentralização e mais escrutínio do poder político”. Como quarta e última medida essencial, o partido liderado por João Cotrim Figueiredo pretende “emagrecer o estado”, “libertando os contribuintes das empresas públicas ineficientes”.

“Não escondemos a expetativa de eleger um deputado pelo distrito”

O vimaranense Paulo Gonçalves Silva é o número três do partido no círculo de Braga, assumindo que a Iniciativa Liberal tem como propósito de alargar o leque de deputados para cinco, sendo um deles o cabeça de lista pelo círculo de Braga, Rui Rocha, dá conta o vimaranense mais bem colocado na lista, que vê no liberalismo a “oportunidade de levar o país” por um caminho que “não seja hostil ao investimento privado”, substituindo a ilusão do “sobre-endividamento pela criação efetiva de riqueza”.

“Pretendemos aumentar o grupo parlamentar para cinco deputados e não escondemos a expetativa de eleger um deputado pelo distrito de Braga. Pessoalmente, espero tornar-me cada vez mais audível interna e externamente, na defesa da minha região e das políticas liberais”, salienta Paulo Gonçalves Silva.

Para o candidato à Assembleia da República, Portugal atravessa um “processo de empobrecimento suportado por políticas desadequadas e motivações ideológicas inibidoras do desenvolvimento económico”, com impacto cada vez mais negativo em áreas como “a educação, a saúde, a justiça”, que precisa de ser invertido, sob pena de um futuro “muito pouco animador” para o país.

Paulo Gonçalves Silva frisa ainda que o distrito de Braga sofre “os efeitos de um país muito centralizador no poder e nos recursos”, cada vez mais dividido em três áreas geográficas e económicas distintas – o litoral metropolitano de Lisboa e Porto, o litoral exterior a essas duas grandes áreas e o interior. “São três países dentro de um, com acentuadas diferenças económicas, culturais e sociais. (…) Esta discussão é absolutamente essencial no seu todo, começando desde já pelo investimento na ferrovia, fulcral para o desenvolvimento económico e muito mais importante do que qualquer novo aeroporto de Lisboa”, prometeu.

Quanto às reivindicações necessárias para Guimarães na Assembleia da República, o liberal considera que o município mais populoso do Vale do Ave está em “processo de retração económica”, quer pela política centralizadora do país, quer por responsabilidade da autarquia. Para o vimaranense, a falta de investimento nas novas tecnologias reflete-se na “evidente incapacidade de criar emprego e de fomentar o mercado da habitação”, que leva a “nova geração”, “muito bem preparada”, a sair do concelho. “Sem medidas que invertam rapidamente esta realidade, continuaremos a registar uma perda acentuada de população, e o futuro estará inevitavelmente hipotecado”, defendeu.

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