Projeto Maré de Sizígia juntou 13 instituições em nome da inclusão
Centenas de pessoas com deficiência percorreram várias artérias de Guimarães na terça-feira, numa arruada plena de cor e de criatividade, a dar vida ao Projeto Maré de Sizígia, iniciativa promovida pela CERCIGUI, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e do Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência.
Além da CERCIGUI, o percurso contou com outras quatro instituições vimaranenses - Centro Social de Brito, Santa
Casa da Misericórdia de Guimarães, Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães e Patronato de Nossa Senhora da Oliveira -, e ainda com a CERCIBRAGA, a CERCIMARANTE, a CERCIFAF, a CERCIFEL, a Associação de Pais e Amigos Centrada na Inclusão, de Barcelos, a AIREV, de Vizela, e ainda o Centro Social de Bairro e a Ave Cooperativa Psico-Social, de Vila Nova de Famalicão.
Presente no evento que reuniu vários trabalhos desenvolvidos a partir de materiais reutilizáveis, inspirados na vida dos oceanos e da marés, o presidente da CERCIGUI, Bruno Faria, destacou "a alegria dos jovens” numa arruada que mostrou que todos têm lugar. "Tal como cada peixe faz parte de um cardume, também cada pessoa tem o seu lugar, a sua importância e o seu direito de participar na sua sociedade". O responsável lançou ainda o desafio de levar o projeto a outros concelhos: "Não basta falar em inclusão, é preciso realmente incluir todos”.
Representante do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, como chefe de gabinete, Ângela Oliveira salientou que, “mais do que uma arruada ou uma representação teatral”, o projeto afirma a mensagem de que uma cidade é “mais forte quando todos têm espaço para participar, criar e ser vistos”.
"A inclusão não é um favor que se concede, é um direito que se concretiza através da participação de cada pessoa, à sua maneira, na vida da comunidade", referiu.